União Europeia (UE) vai disponibilizar, nos próximos meses, 13 milhões de Euros (Kz 3,2 mil milhões), para potenciar o empresariado huilano a criar uma câmara de comércio com Angola, com o objectivo de fortalecer as relações económicas, anunciou quinta-feira, no município da Humpata, o seu embaixador em Angola, Tomás Ulicny.
O financiamento será direccionado para novas áreas de cooperação. Os estados membros estão interessados em investir nos sectores comerciais. Para nós, UE, a saúde, a formação profissional, agricultura e a criação de emprego são prioridades em que temos muito interesse, disse.
Sublinhou que a visita efectuada ao Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, à Barragem das Neves e ao Perímetro Irrigado da Humpata, onde manteve um encontro com os empresários locais,  serviu para avaliar as potencialidades da província.
“Estamos conscientes sobre os desafios e ambições da província, pois já saímos da fase em que Angola precisava de ajuda humanitária, passando agora para novos sectores de cooperação”, considerou.
Por sua vez, João Saraiva, empresário, afirmou que, para além da transferência de conhecimentos e tecnologia, qualquer visita que potencie e ajude a resolver alguns problemas com que se debate o empresariado local é bem-vinda.
Para além desde investimento, a União Europeia vai disponibilizar cerca de 65 milhões de Euros para implementar um programa de resiliência à seca em três províncias do Sul de Angola.
A Delegação da União Europeia em Angola assinou no passado dia 27 de Novembro, em Luanda, quatro novos contratos de subvenção com organizações da sociedade civil, no âmbito do seu programa temático “Organizações da Sociedade Civil e Autoridades Locais”.
Os quatro projectos têm como foco o reforço da participação da Sociedade Civil na elaboração e execução de políticas públicas e nos ciclos orçamentais, com particular atenção na capacitação dos actores envolvidos.
Financiados com uma verba de cerca de 3.500 mil euros, os contratos vão ser implementados a partir a partir deste ano de 2018 para uma duração média de 24 a 36 meses, e abrangerão várias províncias do pais: Benguela, Huíla, Luanda, Malanje, Moxico, Kwanza Norte e Uíge.