A Unicre, emissora de cartões e gestora de infra-estruturas de pagamentos, iniciou o seu processo de internacionalização com a entrada em Angola, mercado onde pretende reforçar a sua posição.

Neste momento, a empresa é já responsável pelo sistema de cartões do BIC Angola e está a negociar outros contratos com bancos angolanos, revelou António Ramalho, presidente da Unicre, ao Jornal de Negócios, de Portugal.

"Estamos a ganhar experiência internacional pelo facto de operarmos os cartões de bancos que estão fora da zona Euro, como o BIC Angola e o Banif Malta. E temos condições de dimensão para operarmos no mercado mais alargado", adiantou o gestor.

Segundo fez saber a fonte, para já, a internacionalização da Unicre passa apenas pela gestão de cartões de bancos estrangeiros. No entanto, a empresa ambiciona gerir redes de aceitação de cartões de pagamento (fazer "acquiring"), à semelhança do que acontece em Portugal com a Redunicre, noutros mercados internacionais.

"Pela nossa dimensão, temos condições para olhar para várias oportunidades", admite Ramalho, alertando que este passo vai depender de como evoluir o sistema europeu de pagamentos (SEPA). "Se houver uma homogeneização de regras, temos uma vantagem competitiva", sublinha, recordando que a Unicre é a quinta maior empresa de "acquiring" do mundo, com mais de 375 milhões de transacções no ano passado, equivalentes a 16,3 mil milhões de euros.

A internacionalização é uma das três prioridades que António Ramalho tem para a gestão da Unicre, depois de a empresa ter conseguido expandir a infra-estrutura de pagamentos.