O complexo industrial denominado “Safri-indústria”, vocacionado para o fabrico de diversos materiais, em que se destaca camas normais e hospitalares, beliches, cadernos, papel A4, carteiras e chapas de zinco, paralisou a sua produção este ano, por falta de divisas, afirmou ao JE, o gerente da empresa, Walter Vieira Bimbi.
“Este ano, a fábrica encerrou a produção destes materiais por falta de condições financeiras que suportam as despesas de pagamento dos trabalhadores e importação de matéria-prima”, explicou.
Em 2012, com o arranque da fábrica e a instalação dos meios para o atendimento ao público, a unidade industrial criou 82 postos de trabalho, nas áreas de produção, administração e outros serviços.
“Fruto da actual situação económica que o país está a atravessar, originou a redução da capacidade de produção e de pagamento dos salários. A empresa foi forçada a fazer ajustes no quadro do pessoal, resultando no despedimento da maioria dos trabalhadores”,
afirmou o gerente da fábrica.
Walter Vieira Bimbi salientou que os trabalhadores foram indemnizados e dispensados por causa da baixa disponibilidade de matéria-prima.
“A situação não é boa porque não há produção. Está tudo parado, não há divisas, nem matéria-prima para o funcionamento da fábrica”, desabafou.

Operações
Desde o início das operações em 2010, até meados de 2014, a unidade fabril conseguiu produzir dentro da capacidade instalada.
O complexo industrial produzia 4.500 chapas de zinco por dia, nove mil cadernos por hora, cerca de 450 carteiras escolares, 150 camas hospitalares e 120 beliches por dia.
O complexo industrial “Safri” foi construído com esta capacidade de produção com objectivo de responder as necessidades locais.

Vendas reduzem
Em 2012, o metro de chapa “canelada” custava 500 kwanzas por metro, valor que foi subindo paulatinamente, tendo atingido na última produção, o valor de 999, facto que obrigou a empresa a fazer reajustes nos preços.
A empresa tinha no Ministério da Indústria o principal cliente na compra dos bens fabricados, a quem se juntavam outros clientes singulares.
A empresa “Safri” está ligada aos ramos da indústria, comércio, construção civil, hotelaria e turismo, onde fornecia diversos produtos.
Walter Vieira Bimbi revelou que no sector do Comércio, a empresa possuía uma rede de lojas para a venda de produtos diversos, instaladas nos municípios do Cuito e Andulo.
Explicou que há dois anos que a área do comércio está encerrada por razões financeiras.