A vice-governadora provincial da Huíla para o sector Político, Social e Económico, Maria João Chipalavela, disse que, não se pode admitir que empreendimentos cuja construção e reabilitação custaram valores elevados ao Estado estejam nas condições em que se encontram actualmente.

Maria João Chipalavela, que falava na abertura do primeiro encontro que o Ministério da Agricultura realizou com os empresários, na sequência da orientação do Presidente da República, a- quando da realização da reunião com o Sector Empresarial, no dia 5 de Janeiro do ano em curso, disse que a província da Huíla pelos recursos hídricos disponíveis, tem quatro perímetros fundamentais irrigados.
Referiu o perímetro irrigado das Ganjelas (Sogangelas), na Chibia, Perímetro irrigado da Humpata, da Matala e Waba, em Caconda.
Referiu que dos perímetros irrigados, dois foram constituídos em sociedade, nomeadamente Sogangelas, na Chibia e Sodemat (Matala), um em gabinete de desenvolvimento no município da Humpata e outro em pólo de desenvolvimento hidroagrícola do Waba, localizado no município de Caconda, este último ainda por explorar.
Maria João Chipalavela informou que os perímetros surgiram no âmbito do programa do Governo que consistiu na altura, na reabilitação e construção de infra-estruturas de apoio à produção.
Referiu que, no início, se previa que todos empreendimentos surtissem os efeitos preconizados. “Hoje, porém, estes perímetros não produzem o mínimo necessário”, lamentou, acrescentando que as políticas traçadas para esses perímetros foram inadequadas e serviram mais para acomodação de pessoas do que para o desenvolvimento dessas áreas.
A vice-governadora da Huíla afirmou, que foram constituídas megas direcções com custos bastante elevados em salários e outros serviços, enquanto se poderiam criar estruturas de direcção mais simples e funcionais, para acompanhamento dos agricultores, transmitindo-lhes os conhecimentos técnicos necessários.
“Trata-se de um problema muito sério e que deve ser analisado com maior profundidade neste encontro”, lamentou, acrescentando “não se pode admitir que empreendimentos, cuja construção e reabilitação custaram valores avultados ao Estado estejam nas condições em que se encontram”.
Referiu também que os trabalhadores destas unidades, não recebem os salários há mais de três anos, o que constitue perigo para a segurança dos equipamentos, assim como a sobrevivência dos trabalhadores e suas famílias.