A directora executiva da Câmara do Comércio Estados UnidosAngola (USACC), Chindalena Lourenço revelou que há interesses de empresas americanas em investir nas áreas da agricultura e mineração, além do sector petrolífero que tradiocionalmente é o de maior expressão de investimento.
A responsável garantiu trabalhar com os seus membros e com entidades públicas e privadas dos dois países para aumentar os níveis de investimento directo americano em Angola e assistir as empresas angolanas a expandir os seus negócios e presença nos EUA, no âmbito da sua estratégia de internacionalização.
A nova directora recém empossada que falava durante a 57ª edição do “First Friday Club”, acrescentou que um dos objectivos que propõe é explicar aos empresários americanos que Angola tem grandes pontecialidades e outras oportunidades de negócio fora do sector petrolífero.

Estratégia

A Usacc entende que no quadro da estratégia e das acções em curso para a diversificação da economia angolana seria importante que o sector petrolífero não fosse relegado para um segundo plano. Disse que seria necessário e recomendável a adopção de uma estratégia que promovesse um ritmo mais acelerado e pragmático de investimentos público-privados.
“Mesmo com os actuais preços do petróleo que não têm estado muito acima de 50 dólares por barril, a indústria petrolífera ainda continua a representar mais de 70 por cento do produto interno bruto (PIB) angolano”, realçou.
Sublinhou que está evidente que o sector petrolífero permanece um catalisador do desenvolvimento, devendo, por isso, continuar a ser visto e gerido como um dos pilares para assistir e suster a diversificação da economia angolana, sendo que por ter este mérito, deveria continuar a merecer o devido apoio e atenção de quem de direito.
Chindalena Lourenço, esclareceu ainda que os EUA podem ajudar o país alcançar as metas internacionais sobre branqueamento de capitais e em matérias de leis anti-corrupção.
Por isso, acredita que apesar da situação económica e financeira que Angola está a ultrapassar ainda há esperança e grandes oportunidades de negócio.
Esclareceu que a Usacc permanece empenhada em contribuir e ser um parceiro activo na materialização dos objectivos estratégicos do Executivo angolano sobre a diversificação
da economia nacional.
Neste sentido, as iniciativas e acções da câmara tentarão ser complementares e conducentes à consecução deste desiderato, com recurso à mobilização de empresários americanos interessados em explorar oportunidades
de investimento no país.

Concessão de vistos

Por seu turno, a presidente executiva da Usacc, Maria da Cruz defendeu a necessidade de se implementar a cedência de vistos de fronteira e maior celeridade na concessão deste importante documento a fim de facilitar a captação de investimentos estrangeiros no país.
Maria da Cruz assinalou que Angola tem perdido investidores para os países vizinhos por não ter ainda uma política migratória mais conducente com a dinâmica actual do mundo de negócios.
Considera ainda ser urgente que se reduza as dificuldades burocráticas encontradas no sistema de emissão de vistos, para que o fluxo de investimentos responda as expectativas criadas pelo governo angolano.
O “First Friday Club” é um evento promovido pela Câmara do Comércio Estados Unidos/Angola que reúne empresários dos mais variados sectores da economia.
O certame corporativo reflecte a dinâmica da cooperação entre dos dois países, assim como as relações de amizade e respeito mútuo entre os seus dois povos.
O Conselho de Administração da Usacc é presidido pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI) e tem como membros a British Petroleum (BP), Banco Fomento Angola (BFA), BIC, Millennium Atlântico, Chevron, ExxonMobil, GE, Goodworks, LCF Advogados, Miranda Law Firm, MultiAfrica, Operatec, Organizações LMF, Standard Bank, TGI, U.S.-Africa Energy Association).
A Câmara do Comércio Estados Unidos / Angola foi criada há 27 anos para promover as relações económicas entre Angola e Estados Unidos da América, num contexto de mudanças, desafios e oportunidades.