O Ministério das Finanças disponibilizou 350 milhões de dólares para um programa de crédito agrícola, com o objectivo de facilitar o acesso ao crédito a pequenas e médias cooperativas produtoras “para promover uma agricultura comercial moderna, competitiva e próspera capaz de gerar rendimentos com base em produtos diferenciados”.

A decisão foi tomada numa reunião onde estiveram presentes o ministro das Finanças, Severim de Morais, e os administradores do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco de Comércio e Indústria (BCI), Novo Banco e o Banco Sol.

Segundo o ministro das Finanças, a linha de crédito agrícola vai ser desenvolvida em duas modalidades: “temos o crédito de campanha agrícola, assente num sistema de crédito solidário no valor correspondente a 150 milhões de dólares e o crédito de investimento agro-pecuário no valor de 200 milhões de dólares”.

O ministro Severim de Morais disse ainda que a mobilização dos fundos para a sua execução é da responsabilidade do Ministério das Finanças. Os camponeses pagam apenas um juro de cinco por cento e o Estado comparticipa na bonificação dos juros com 16 por cento.

“É um bom acordo e materializamos uma importante decisão do Governo no seu programa económico”, frisou o ministro das Finanças.

Para o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, o acordo dá uma grande contribuição e ajuda os camponeses a disporem dos meios necessários para a produção agrícola este ano. Disse também que, economicamente, a agricultura é muito importante para o desenvolvimento do país, motivo que leva o Governo a tomar estas decisões para corresponder às grandes preocupações das populações.

“Esta linha de crédito é o cumprimento daquilo que já vem sendo feito para o desenvolvimento social do país”, disse Pedro Canga.

De recordar que o montante de financiamento é repartido entre os bancos participantes da seguinte forma: BPC com 50 milhões, BCI e o Banco Sol recebem 15 milhões, e o Novo Banco cinco milhões de dólares em três anos.

Adriano Pascoal, presidente do conselho de administração do BCI, disse que o nosso país, hoje, tem muitos camponeses que estão organizados em cooperativas agrícolas e, em muitos casos, estão identificados com as administrações comunais.

“É neste âmbito de parceria com as cooperativas que nós vamos proporcionar o acesso aos fundos para aqueles agricultores que já trabalham no campo há alguns anos e que não tinham acesso a estas facilidades financeiras”, afirmou Adriano Pascoal. Sublinhou também que a linha de crédito “ajuda a diversificar a nossa economia em que a agricultura aparece como um dos sectores que contribui de forma decisiva”.