Um contrato de investimento privado, avaliado em um milhão de dólares norte-americanos, para apoiar o sector da construção civil e obras públicas em Angola foi assinado na cidade de Macau, República Popular da China, soube a Angop.
O acordo firmado entre a Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (Utaip) do Ministério da Construção e Obras Públicas de Angola e a empresa China Building Tecnique Group Co, resulta das oportunidades de investimento que existem em Angola, apresentadas quinta-feira última, pela delegação angolana, que participa de 19 a 20 deste mês na 22ª edição da Feira Internacional de Macau.
O acto de assinatura do contrato entre as duas partes coube ao director da Utaip, Cláudio Rodrigues, e o gerente da empresa chinesa, Lv Jie.
Além deste contrato, a delegação angolana teve reuniões com as empresas chinesas interessadas em investir em Angola, na qual se abordou questões ligadas à transferência de tecnologia e à formação de técnicos angolanos nas diferentes valências de construção civil e obras públicas.
“Queremos atrair investimento privado para continuar a desenvolver os projectos em regime de parcerias públicas e privadas, garantido sempre o compromisso de reservar os 35 por cento do valor do investimento para o empresariado angolano”, referiu o director da Utaip.
Antes da celebração do contrato, Cláudio Rodrigues fez uma dissertação sobre a caracterização do sector da construção e obras públicas, bem como apresentou o número de empresas chinesas licenciadas em Angola e os desafios que o sector tem para investir nas parcerias públicas e privadas.
Na ocasião, o responsável apontou a existência de noventa e nove empresas chinesas que estão licenciadas em Angola para apoiar o sector da construção civil e obras públicas.
Durante a sua dissertação, o director da Utaip fez saber que os 29 projectos focados na construção e reabilitação de mil 361 quilómetros de estradas da rede fundamental em Angola, assim como a construção de edifícios públicos, tem a participação de mão-de-obra chinesa.
A feira, denominada “Fórum económico para o comércio e investimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, decorreu sob lema “O financiamento de projectos e cidades sustentáveis”.
Nos últimos tempos, as empresas chinesas, no âmbito da Linha de Crédito da China (LCC), investiram no sector da construção onze milhões e 560 mil dólares norte-americanos, permitindo a edificação de várias infra-estruturas no país.