Unidade Técnica para o Investimento Privado de Angola (UTIP) assinou, nos últimos 12 meses, contratos de investimento avaliados em
mais de 9 mil milhões de dólares.
A informação foi avançada quarta-feira, em Luanda, pelo director-geral Norberto Garcia. Norberto Garcia, que falava na conferência de imprensa, organizada pelo Gabinete de Comunicação Institucional da Presidência da República (GRECIMA), disse que a carteira de investimento assinada nos últimos meses continua a ser dominada pelos estrangeiros, em detrimento de investidores nacionais, uma realidade que quer ver melhorada
nos próximos anos.
Para isso, o responsável frisou, que a instituição que dirige está encetar contactos com instituições financeiras nacionais e internacionais, com  objectivo de atrair linhas de crédito robustas, para que o empresariado nacional possa competir com os expatriados.
Os contratos assinados até a data presente, vão contribuir na criação de mais de cinco mil pos-tos de trabalho directo e três mil indirectos. A meta é substituir a mão-de-obra estrangeira por quadros nacionais capazes de atendedor as necessidades do país.
Por outro, o director-geral da Unidade Técnica para o Investimento Privado, lembrou, que a instituição registou em todo país, aproximadamente 680 intenções de investimento, resultante da veia empreendedora de investidores nacionais, que aguardam por aprovação e consequente materialização
dos projectos.
Para facilitar o acesso ao crédito, e potencializar o investidor nacional, a unidade técnica tenciona trabalhar com os bancos nacionais, para que os empresários nacionais possam aceder às linhas de crédito bonificadas e ombrear com o investidores estrangeiros.
Questionado sobre os benefícios nas relações económicas entre Angola e China, o responsável sublinhou, que na última conferência China-Angola que teve lugar em Macau, foram assinados no total 48 acordos, que vão gerar negócio para os dois países. Entre os vários acordos assinados, o país vai receber nos próximos dias, um investimento avaliado em mais de 40 milhões de dólares, destinados a construção e apetrechamento de uma unidade fabril para a produção do alumínio na Zona Económica Especial, Luanda-Bengo.
A Utip reconheceu que os custos operacionais para realizar investimentos no país continuam altos, razão pela qual convidou os investidores a olharem para os incentivos fiscais existentes nas diferentes zonas de investimento definidos no país.
Por outro, a Utip, quer inverter a realidade sobre a intervenção do empresariado nacional, nos vários sectores de investimento dominados maioritariamente por investidores estrangeiros.