O secretário executivo da SADC, Tomaz Salomão, disse  nesta segunda-feira (12), em Lilongwe, Malawi, que a Zona de Livre Comércio é um processo que vai requerer o acompanhamento da organização.

“Não se pode dizer que se lançou a zona e tudo terminou. Este é um processo que merecerá acompanhamento e atenção de todos os estados membros, porque as regras do comércio são dinâmicas e mudam todos os dias”, disse.

Tomaz Salomão que falava à imprensa, no intervalo do encontro do Comité Permanente de Altos Funcionários que prepara a reunião do Conselho de Ministros da organização, prevista para os dias 14 e 15 do corrente mês, apontou a necessidade de se assegurar que a nível das fronteiras as regras de procedimento sejam facilitadas, de tal maneira que os homens de negócios possam viajar sem constrangimentos e que os custos das transacções sejam reduzidos.

Na opinião do secretário executivo, com a questão das fronteiras bem resolvida, isto é livre circulação de pessoas e bens, redução das taxas aduaneiras, entre outros pequenos assuntos, o sector privado, os consumidores e todos se beneficiarão.

A ministra angolana do Comércio, Rosa Pacavira, garantiu recentemente, em Luanda, que Angola vai aderir à Zona de Comércio Livre da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A Zona de Comércio Livre, lançada em Agosto de 2007, em Joanesburgo, na 28ª Cimeira da SADC, foi aderida pela África do Sul, Botswana, Lesotho, Malawi, Ilhas Maurícias, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwé e Madagáscar, ficando de fora Angola, RDC e Ihas Seychelles.

O objectivo é reforçar a integração económica e a industrialização rápida na sub-região do continente por intermédio da expansão de oportunidades de negócio e remover de forma gradual as barreiras ao comércio.

Os peritos abordaram esta manhã a questão da integração regional e zona do comércio livre, num encontro em que Angola participa com uma delegação de altos funcionários do secretariado nacional da SADC, bem como dos ministérios das Finanças, dos Transportes, do Comércio e da Embaixada de Angola em Moçambique.

A reabertura do Tribunal da SADC e outros temas a serem submetidos ao Conselho de Ministro figuram ainda da agenda de trabalho dos técnicos para esta tarde.

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral é um bloco económico e político, composto por 15 membros, que têm como principais objectivos estimular o comércio de produtos e serviços entre os integrantes, diminuir a pobreza e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos , promover a paz e bom relacionamento político na região, actuando para evitar conflitos e guerra, entre outros.