Com um negócio estimado em mais de 821 mil milhões de kwanzas e uma presença bastante sólida pelas 18 províncias do país, o banco Keve, segundo a sua presidente da Comissão Executiva, Maria João de Almeida, ultrapassou já a dimensão regional e quer aumentar a sua presença no mercado com o lançamento de novos produtos. O destaque recai para a emissão em títulos de dívida privada, o cartão de combustível Sonangalp e o Keve Tablet, sendo esta última uma solução que permite ao cliente ter acesso aos serviços de “homebanking” e efectuar operações financeiras com a comodidade e facilidade de utilização que este tipo de dispositivo oferece ao utente.

Que avaliação faz da actividade bancária no país?
A actividade bancária, em Angola, mantém a sua tendência de crescimento e os indicadores macroeconómicos evidenciam este crescimento. Em 2012, a taxa de bancarização atingiu 23 por cento e o número de balcões aumentou 18,3 por cento. O sector bancário angolano continua altamente atractivo, mantendo os bons níveis de rentabilidade, influenciado, principalmente, por factores como o aumento da liquidez na economia em oito por cento, de Dezembro de 2011 ao período homólogo de 2012); o aumento do crédito à economia em 24 por cento, de Dezembro de 2011, ao mesmo período de 2012; a redução das taxas de juro relativas às operações de política monetária, facilidade de cedência e absorção de liquidez, conduzida pelo Banco Nacional de Angola (BNA), de modo a promover a redução das taxas activas dos bancos e controlar a inflacção; a crescente modernização do sector financeiro, em particular o bancário, com a adopção de produtos e políticas com padrões internacionais e tecnologias cada vez mais actualizadas. No entanto, a qualidade do crédito à economia degradou-se ao longo do ano, passando o rácio de crédito vencido de 5,5 por cento em Dezembro de 2011 para 10,6 por cento em igual período de 2012, em grande parte influenciado pela forte dependência da economia ao Orçamento Geral do Estado (OGE) e pela fraca qualidade das garantias que são apresentadas aos bancos comerciais.

Sobre a actividade desenvolvida pelo Banco Keve durante o primeiro quadrimestre do corrente...
Durante o primeiro quadrimestre de 2013, o banco Keve teve um bom desempenho, com um total de activos de 821 milhões de dólares e com recursos totais de clientes de 673 milhões de dólares, tendo registado uma diminuição de oito e nove  por cento, face a Dezembro de 2012. Os fundos próprios cresceram em cerca de cinco por cento face a Dezembro de 2012, atingindo um total de 99 milhões de dólares. O resultado, antes dos impostos, atingiu 7,4 milhões de dólares, correspondendo a um aumento de oito por cento em relação ao período homólogo.

O Banco Keve já ultrapassou a dimensão regional?
Sim. Actualmente, o banco Keve está representado em 10 das 18 províncias do país. Nas províncias do Kwanza-Sul, Benguela e Huíla, o banco detém mais de uma dependência. Para os próximos dias, prevê-se a abertura de mais agências nas províncias do Kuando-Kubango, Uíje e Bié.

Que tipo de produtos o banco oferece aos clientes?
Sendo um banco de carácter universal, o Banco Keve oferece um leque variado de produtos e serviços financeiros, adequado ao perfil de cada cliente, partilhando uma relação que evolua continuamente.

Que inovações foram introduzidas em termos de produtos e serviços?
Várias. Pretendemos inovar continuamente os nossos produtos e serviços. A título de exemplo, o banco Keve assume-se como o primeiro no mercado a lançar os produtos e serviços como emissão em títulos de dívida privada no valor equivalente em kwanzas a 20 mil milhões de dólares, designado “Corporate Bonds Keve”, com o objectivo de fortalecer e expandir a actividade, qualificando os fundos próprios, possibilitando o acesso a financiamentos a prazos longos, sem a entrada de fundos accionistas. Também introduzimos o cartão de combustível Sonangalp - cartão multicaixa pré-pago - , especialmente criado para as empresas, destinado exclusivamente à compra de combustível nos postos de abastecimento da Sonangalp e o Keve Tablet, uma solução que permite ao cliente ter acesso ao serviço de “homebanking” e efectuar operações financeiras com a comodidade e facilidade de utilização que este tipo de dispositivo oferece.

O banco conta actualmente com quantas dependências?
Actualmente, o banco Keve conta com 46 unidades comerciais, das quais 18 são especializadas (serviços personalizados para clientes específicos).

Qual é a vossa carteira de clientes?  
A nossa carteira é de 75.611 clientes, dos quais 10 por cento são empresas.

Que tipo de créditos o Banco Keve oferece aos seus clientes?
O banco Keve concede crédito, adequado ao perfil do cliente e o nível de risco apresentado. De entre os produtos disponibilizados, apresentamos os mais comuns, tais como o “project finance”, “corporate finance”, linhas de crédito para pequenas e médias empresas, linhas de crédito para créditos documentários, contas correntes caucionadas, descobertos bancários, crédito ao consumo e crédito automóvel.

Qual é o segmento de negócios do Banco Keve?
Privilegiámos as pequenas e médias empresas (PME), mas estamos também na conquista do segmento private e de grandes empresas, garantido maior proximidade com o cliente.

O quadro de pessoal responde aos desafios de mercado do banco?
Actualmente, o banco Keve conta com 364 colaboradores. Do total dos colaboradores, 47 por cento são do sexo masculino e 73 por cento situam-se no intervalo dos 24 aos 34 anos. Há, ainda, a realçar que 47 por cento dos colaboradores possuem o nível de frequência universitária, 10 por cento licenciatura e um por cento o mestrado.

Para quando a dimensão nacional?
O banco Keve tem adoptado um conjunto de acções tendentes ao reforço da sua posição competitiva nas áreas “core bussiness” e aumento da sua presença a nível nacional, de forma a restabelecer os níveis de rentabilidade em função dos sectores de actividade onde opera.

Partilha da opinião segundo a qual a banca é o melhor negócio neste preciso momento?
No actual contexto macroeconómico de Angola, a banca serve como ponte (intermediário) para alavancar os demais sectores-chave da economia, que garantem maior estabilidade económica, na criação de riqueza e postos de trabalho.

Quais as perspectivas do banco para os próximos anos?
O banco Keve continua optimista quanto à evolução futura da economia, no que respeita aos indicadores macroeconómicos, da disciplina orçamental, gestão das reservas internacionais e dos esforços empreendidos para desdolarização da economia, pois são estes que criam oportunidades para o desenvolvimento dos negócios. Por outro lado, a base sólida de fundos próprios regulamentares, a melhoria na gestão do risco de crédito, a capacidade demonstrada de geração de “cash flow” e o valioso capital humano de que já dispõe permitem que o banco Keve tenha confiança na capacidade de alcançar e manter um crescimento rentável, ao mesmo tempo que reforça a sua posição no mercado. Hoje, com maior solidez, continuamos a merecer a confiança dos nossos clientes e contribuímos para o melhor que Angola tem para oferecer.