O grupo Mega desenvolve uma iniciativa, com a qual pretende incentivar as qualificações dos jovens cozinheiros angolanos, além de manter um compromisso com a rede de lojas Bem Me Quer, uma franchising nacional que estimula o empreendedorismo e o auto-emprego.

Que visão tem sobre o desenvolvimento da área hoteleira?
É um sector que cresceu muito em Angola, ao longo dos últimos anos e que, apesar dos desafios impostos pela macroeconomia, tem conseguido reinventar-se. Sendo responsável por muitos postos de trabalho, e também a porta de empregabilidade de muitos jovens, acaba por ter uma responsabilidade social acrescida, devendo por isso ser acarinhado por todos. Acreditamos que o desenvolvimento do turismo fará com que este sector cresça e eleve a exigência de todos os “players” envolvidos.
Qual o compromisso a ter com a formação de profissionais para hotelaria e restauração?
Estamos comprometidos com o desenvolvimento do sector e com o bem estar dos clientes. O Concurso “Chef Mega” é apenas um exemplo de iniciativas que permitem apoiar a formação de jovens angolanos e ao mesmo tempo apoiar a suprir uma lacuna de recrutar equipas com formação técnica na área.

Qual é a vossa relação com a EHR?
Pela primeira vez, em Angola, um operador de distribuição alimentar e uma instituição de ensino técnico e profissional juntam forças em prol de um sector que muito tem contribuído para a economia e com um grande potencial por explorar. Somos instituições independentes, que decidiram unir esforços em prol do sector.

Que clientes mais contribuem na vossa facturação?
Há profissionais do sector (hotéis, restaurantes, empresas de catering), mas criámos um canal específico para o serviço a clientes de retalho em supermercados, mini-mercados e cantinas. Este canal conta com uma rede própria à retalho de conveniência sob a insígnia “Bem Me Quer”, para permitir que o consumidor individual possa usufruir de qualidade e melhor preço.

De que forma essas lojas contribuem para a baixa de preços?
O número de lojas da rede e respectiva localização gera duas características muito apreciadas pelos fornecedores e marcas que comercializamos, que permite condições competitivas para os consumidores da rede.

Qual é o “feedback” dos comerciantes?
Não seria possível construir e manter uma rede de lojas com esta dimensão, sem um “feedback” positivo por parte dos nossos aderentes. Desde 2012, temos evoluído muito no nosso modelo de serviço e sentimos grande evolução dos aderentes.

Como surgiu a ideia do concurso “Chef Mega” - jovem cozinheiro do ano?
Um dos desafios que sentimos por parte dos nossos principais clientes é a disponibilidade de mão-de-obra qualificada e com formação técnica em hotelaria e restauração. Sentimos que podíamos contribuir, procurando estabelecer a ponte entre quem emprega e quem forma jovens angolanos nesta área.

O que se pretende atingir com esse tipo de concurso?
Mais do que uma competição, este concurso representa uma oportunidade singular para jovens que ambicionam trabalhar em hotelaria ou restauração. É também uma parceria para a dignificação do sector, através de maior profissionalização dos seus quadros. Nesta primeira edição, contámos com o apoio da HoReCa, Hotel Epic Sana os restaurantes Espaço Luanda e Bessangana e o Club S. Colocámos desta forma a formação em contacto com os profissionais e o Mega em contacto ainda mais próximo com os seus clientes.

Qual a sua visão sobre o concurso de captação de talentos nacionais?
O mesmo superou as expectativas de todos os envolvidos, pela qualidade da formação ministrada, pelos talentos descobertos, e pela forma exigente e profissional como as etapas decorreram. Há muito talento em Angola, vemos como parte da nossa responsabilidade ajudar a identificá-lo e potenciá-lo. Estamos já com a cabeça em 2020, onde queremos fazer crescer ainda mais esta iniciativa.

Quais são as expectativas criadas nesta altura?
As expectativas são elevadas bem como o nosso entusiasmo. Pretendemos fazer deste programa uma iniciativa anual que possa ganhar dimensão ano após ano.

Em que fase se encontra e o que se pode esperar destes jovens concorrentes?
O concurso foi pensado em 4 etapas, como se tratasse de um “dinner service” completo. As 3 primeiras ocorridas foram:17 de Maio (entrada), 11 de Junho (prato de peixe) e 16 de Julho (prato de carne).A 10 de Setembro, foi feita a última e a mais doce das etapas (sobremesas). Concorrem 10 participantes por etapa, que são depois apurados os dois primeiros de cada uma das etapas, juntamente com os 2 melhores 3º classificados do conjunto das 4 etapas anteriores.

Chegar o mais perto possível dos clientes assume prioridade
nos principais objectivos definidos pelo grupo no seu plano estratégico

Como se tem posicionado o Mega a nível do atendimento ao sector da Hotelaria e restauração?
Além do canal HoReCa ser central na estratégia do Mega, é também um sector onde acreditamos que Angola tem um percurso interessante pela frente. Da nossa parte, procuramos oferecer um serviço personalizado e uma gama abrangente de produtos específicos para este canal, com foco em perecíveis e produtos de marca própria. É um canal desafiante, pois exige estarmos muito próximo dos nossos clientes, compreender os seus desafios, conhecer as suas ideias e apoiá-las. Cada um dos nossos clientes conta com o apoio de um profissional dedicado e serviço de entrega gratuito. Paralelamente, procuramos acompanhar as novas tendências do sector.

Quando fala em acompanhas as tendências, o que é está a ser feito de concreto?
A título de exemplo, lançámos recentemente uma gama de produtos para Sushi de alta qualidade, com o objectivo de resolver desafios de sourcing que até hoje afectavam muitos restaurantes em Angola. O nosso objectivo é chegar o mais perto possível dos clientes, a fim de responder às suas necessidades específicas. Fazer isso, só é possível quando temos uma equipa comprometida e capaz de enfrentar novos desafios.

Como a conjuntura actual afectou a vossa política de preços?
A conjuntura tem exigido atenção redobrada para conseguirmos assegurar competitividade de preço e disponibilidade de produtos para as necessidades dos nossos clientes. A volatilidade do mercado cambial tem sido um desafio que temos procurado responder com uma constante actualização do nosso portefólio.