Muitas pedonais e passagens aéreas construídas em Luanda para facilitar a travessia precisam de manutenção. Por exemplo, a pedonal construída na Estrada Nacional Nº 230, no município de Viana, em Luanda, pode impedir as pessoas cruzarem a estrada de um lado para o outro, caso não forem tomadas medidas de manutenção, devido às rachas e buracos que estão bem visíveis nas suas estruturas. A famosa “Ponte Amarela”, que facilita os peões vindos da zona administrativa e moradores de Viana, transpor a Estrada Nacional, próximo de uma das estações do Caminho de ferro de Luanda Viana, está aos poucos a se degradar, sem que no entanto se tome medidas para a sua reabilitação. A reportagem do JE constatou “in loco” que a infra-estrutura apresenta fissuras, buracos, em alguns sítios, um factor que de certo modo periga a travessia de pessoas. Porém, os peões ignoram o estado da infra-estrutura e atravessam sem o mínimo cuidado. A pedonal pode ter um movimento diário de mais de cinco mil pessoas. Às 10 horas, durante 20 minutos, a reportagem do JE contabilizou um movimento de mais de 100 pessoas. Número que pode ser superior na hora de ponta, altura que as pessoas atravessam para deslocar-se para várias zonas da província, com realce para a Baixa de Luanda, bem como no corredor que vai até a Zona Económica Especial. De um lado moradores de Viana, Zango, Calemba II e do outro bairros como Capalanca têm dificuldades de atravessar a estrada. Amândio Caley um jovem que tentava passar pela ponte, defendeu a necessidade da manutenção urgente, para evitar gastos elevados para a construção de uma nova pedonal. A mesma ideia é defendida por Manuela Garcia, com uma bacia de batata rena à cabeça, vinda do mercado do Km 30, que passou pela ponte, depois de ter desembarcado do comboio, numa altura em que o seu destino é o Distrito Urbano do Zango. Ao lado está Franco Gamboa, com dois sacos de verduras na cabeça. Atravessa a pedonal timidamente, por causa do estado degradante da mesma.

Implantação de pedonais
O programa do Executivo previa a construção de 40 pedonais, inseridas na montagem de 104 passagens áreas para peões, em Luanda. Na altura, as autoridade afirmaram que “este tipo de infra-estruturas, tinha um período de durabilidade de 100 anos, dependendo do modo de utilização e manutenção”. Do ponto de vista de segurança das pedonais recorreu-se às normas técnicas exigentes internacionais para garantir a durabilidade das pedonais. Todos os contactos para obter a reacção do Ministérios da Construção e Obras Públicas fracassaram.