As viagens rodoviárias interprovinciais na cidade do Cuito registaram nos últimos meses maior número de passageiros com objectivo de se deslocarem para diversas regiões do país. O JE fez uma ronda nas bases interprovinciais, no Cuito, para constatar a realidade e verificou a existência de vários passageiros com destinos às várias localidades, uns com alguma dificuldade de arranjar lugar. A realidade da afluência de passageiros também é visível na estação de comboio do Caminho-de -Ferro de Benguela, na comuna do Cunje. A maior dificuldade de mobilidade tem a ver com o mau estado das vias que dão acesso às províncias do Moxico e Benguela, que criam dificuldades na circulação rodoviária. Em relação a estação do CFB, na comuna do Cunje, às segundas, quartas e sextas-feiras, continuam a ser os dias de comboio de passageiros que fazem a ligação nos troços Benguela-Huambo-Bié-Moxico-Luau. Os bilhetes de passagem são comercializados um dia antes, devidos as enchentes que se registam regularmente. Os preços das diversas classes do Bié ao Moxico, são os mais elevados devido ao mau estado das vias que ligam estas duas localidades. Os preços variam dos dois mil e 45o, quatro mil e 900 aos sete mil e 350 kwanzas, para terceiras, segundas e primeiras classes, respectivamente. Todas as segundas-feiras, há comboio de passageiros na rota Bié-Luau, no preço de quatro mil 450 kwanzas, para a terceira classe. Passageiros provenientes de Luanda com destino ao Moxico, são obrigados a fazer escala na cidade do Cuito, onde trocam de autocarro para apanhar o comboio do CFB. Ernesto Kizua, funcionário público no município do Cuemba, é um exemplo claro e explicou que o mau estado da via que liga Cuito-Cuemba e Moxico, dificulta a circulação das viaturas, por isso prefere o comboio. O funcionário público trabalha no município do Cuemba há cinco anos, explicou que “tem a família no Cuito e se desloca semanalmente para ver os filhos e, compro o bilhete do comboio de forma antecipada para os finais de semana”, explicou. Na estação da comuna do Cunje, no Cuito, regista enchente de entrada e saída de passageiros provenientes de Benguela e Moxico que fazem escala para outras províncias e localidades. Agências interprovinciais aumentaram o horário de atendimento. Cerca de seis agências interprovinciais dotadas de autocarros que percorrem várias regiões do país estão distribuídas nas zonas urbanas do Cuito. Luanda, Benguela e Menongue são as províncias com maior fluxo de passageiros provenientes de vários municípios do Bié.

Lançado concurso para gestão de terminal do Porto de Luanda
O Governo de Angola lançou, esta semana, um concurso público Internacional para a concessão e exploração do Terminal Multiuso do Porto de Luanda. Segundo uma nota da instituição chegada à Angop, o concurso terá como principal objectivo promover o desenvolvimento e melhoria da eficiência da actividade portuária, através do envolvimento de operadores privados com experiência comprovada no sector. O referido concurso público é dirigido a empresas ou associações de empresas nacionais e estrangeiras que comprovadamente detêm experiência na actividade em referência ou que reúnam os requisitos exigidos no programa, no caderno de encargos e na legislação em vigor. Segundo o documento, o prazo de entrega das propostas ficou estabelecido para o dia 30 de Março de 2020, de acordo com o programa do concurso. As empresas interessadas em participar no concurso deverão apresentar obrigatoriamente capital próprio, não inferior ao equivalente a vinte e cinco milhões de dólares americanos, e ainda um volume de negócios médio anual dos últimos três exercícios fiscais, não inferior ao equivalente a cem milhões de dólares americanos. Uma outra exigência para as empresas concorrentes é a obrigação de apresentarem um activo líquido não inferior ao equivalente a cem milhões de dólares americanos. O Terminal Multiuso do Porto de Luanda é uma infra-estrutura portuária que se dedica à operação simultânea de carga geral e contentores, possui um cais de 610 metros, uma profundidade de 12,5 metros e conta com uma área de 181.070 metros quadrados com capacidade para movimentar 2.6 milhões de toneladas por ano.

Dongfang  aposta na indústria
eléctrica

A empresa chinesa Dongfang Huaqiang - Comércio e Serviço anunciou esta semana, no município de Viana, em Luanda, a sua pretensão de ser o elo entre o país asiático e Angola, para dinamizar e desenvolver a indústria electrónica e de electrodomésticos.
Estas palavras foram proferidas pelo proprietário do Shoping Cidade electrónica, Lu Jin Lian, durante a cerimónia de abertura da 1ª Feira Chinesa de Produtos Digitais Electrónicos em Angola, a decorrer de 18 de Dezembro de 2019 a 18 de Janeiro de
2020, na “Cidade da China”. De acordo com o responsável, o objectivo da sua empresa é ter o maior investimento comercial de material electrónico e electrodomésticos no mundo. Informou que a sua instituição está envolvida há 10 anos na indústria electrónica, tendo começado os serviços em Angola em  2018 com o propósito de construir um Centro Comercial Digital. Enquanto isso, o administrador adjunto de Viana para  Administração e Finanças, Rui Santos, disse que esta primeira feira vai incentivar o desenvolvimento da indústria electrónica de todo país. Estão expostos na feira, telefones, computadores, televisores, máquinas de vídeo vigilância, colunas, electrodomésticos,  entre outros produtos. A “Cidade da China”, um dos maiores complexos comerciais chineses em Luanda, foi criada pela empresa “Hua Dragão”, situada no município de Viana conta com 400 lojas
distribuídas por 16 naves. Fundada em 2014 por Chen Xiao Jun, a “Hua Dragão” destaca-se no ramo dos imóveis, indústria, comércio (a retalho e a grosso) e de importação e exportação.