O Governo angolano apostou este ano nos sectores da Energia e Águas, Construção e Obras Públicas e Transportes, sobretudo em programas de investimentos públicos, para contribuir na reestruturação da economia nacional. Dos sectores económicos, destacam-se a de Energia e Águas, que leva um bolo orçamental para programas e investimentos no valor de 527,4 mil milhões de kwanzas.
O sector da Energia e Águas está engajado na consolidação e optimização do sector eléctrico e no desenvolvimento e consolidação do subsector das águas, sobretudo na expansão do abastecimento do precioso nas áreas urbanas, sedes de município e áreas rurais, bem como a expansão do acesso à energia eléctrica nas áreas urbanas e sedes de município.
A seguir vem construção e obras públicas com kz 316,06 mil milhões e Transportes com kz 181,4 mil milhões. Finanças e Agricultura e Florestas absorvem kz 134,9 mil milhões, sendo o primeiro 74,3 mil milhões e o segundo 60,5 mil milhões.
A Construção e Obras Públicas vira-se para a construção e reabilitação de infra-estruturas rodoviárias e no desenvolvimento da rede urbana.
Os sectores do Comércio e Turismo são os que têm menos verbas para investimentos em relação aos outros 11 sectores económicos alistados pelo Jornal de Economia & Finanças.
Os dois têm 6,5 mil milhões e 6,2 mil milhões, respectivamente. No OGE de 2020, o sector económico, que contempla Agricultura, Silvicultura, Pesca e Caça, Transportes, Combustíveis e Energia, Indústria Extractiva e Transformadora, assim como Construção, Comércio, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), assim como para investigação e desenvolvimento económico, gere 690,2 mil milhões de kwanzas, contra os kz 967,9 mil milhões do orçamento de 2019.
Na fundamentação do OGE, o sector económico absorveu 11% da despesa fiscal primária e 4,3% da despesa total, o que corresponde a uma contracção de 28,7% (equivalente a kz 277,6 mil milhões) comparativamente à dotação orçamental atribuída no OGE anterior.
Este comportamento deve-se em grande medida à decisão de uma menor intervenção do Executivo na economia nacional, suportada pelo processo de privatização e o fomento da iniciativa privada.
Em 2020, o Governo dará sequência às políticas que visam a restauração da estabilidade macroeconómica na qual assentará no aprofundamento da consolidação fiscal e solidificação da estabilidade macroeconómica, reanimação do sector produtivo e diversificação da economia, assim como no reforço na implementação do conteúdo sectorial do PDN 2018-2022.