As acções do Plano Nacional de Desenvolvimento da Juventude (PNADEJ) 2014/2017 impulsionaram a criação de 886.440 postos de trabalho, segundo informou o representante do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social(MAPTSS), Manuel Mbangui.
O responsável, que dirige o Departamento do MAPTSS para a Área do Trabalho e Empreendedorismo, apresentou, recentemente, a avaliação sobre o grau de implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Juventude (PNADEJ) referente ao ano 2014/2017, durante o VI Conselho Superior da Juventude em Ondjiva (Cunene) de 12 a 14 de Junho do corrente.
Os sectores da Energia e Águas, Transporte, Comércio, Geologia e Minas e Indústria foram os que mais contribuiram para a geração de empregos entre 2013 e 2014, época em que houve um crescimento acentuado muito motivado pelo estado favorável em que a economia
nacional se encontrava.
O Executivo angolano tem levado a cabo uma série de programas para a juventude, como a inserção dos jovens na vida activa, geração de emprego, venda, formação em tecnologias e inovação, assim como o reforço das capacidades do sistema nacional de emprego e formação profissional e incentivo ao empreendedorismo.
Segundo o responsável, o programa de incentivo ao empreendedorismo tem merecido uma atenção muito especial por parte do Executivo para o fomento do primeiro emprego por via da implementação dos Centros Locais de Empreendedorismo e Serviços de Emprego (CLESE). “Pensamos que por esta via, os jovens podem criar os seus próprios empregos e oferecer o primeiro emprego também a outros jovens”, disse Manuel Mbangui.
Adiantou que os centros de formação afectos ao MAPTSS tiveram um acréscimo sendo que no ano de 2013 haviam 135 centros, hoje contabilizam-se 141 enquanto os privados de 371 em 2013 para 533 em 2017. No total, incluindo os do Instituto Nacional do Emprego e de Formação Profissional (INEFOP), de outros organismos e privados, perfazem um universo de 709 centros em todo o país.
Até ao momento, foram capacitados em todo o país 78.579 jovens, no domínio do empreendedorismo e gestão básica de negócios.
De acordo com Manuel Mbangui, houve um aumento na evolução de formandos. “Nos dias de hoje, mais jovens procuram os centros de formação. Fazendo uma comparação, em 2013 tínhamos mais 35 mil matriculados na qual mais de 26 mil terminaram com êxitos os referidos cursos, já em 2017 tivemos mais de 57 mil matriculados no qual terminaram com êxito mais de 44 mil formandos”, afirmou.
Manuel Mbangui salienta que , a questão sobre empreendedorismo é hoje uma abordagem bastante permanente na vida dos angolanos, fruto das iniciativas do fomento das pequenas e médias empresas e os desafios que se prendem com o fomento de empregos e a diversificação da economia nacional. Desta forma, disse, o Executivo através do MAPTSS criou outros programas como micro-crédito “amigo” que já financiou mais de nove mil empreendedores de forma directa e mais de 27 mil de forma indirecta.
Quanto ao programa “Avanço”, vocacionado à formação de curta duração, tem servido para a capacitação da juventude no domínio de ofícios que não estejam inseridos na grelha de capacitação profissional nacional, no caso de instalação de antenas parabólicas, mecânica, cabeleireiro, barbeiro, desenho gráfico, reparador de telemóveis, moto-táxi, fotografia, empregada doméstica, decoração de eventos, entre outros.