Contam-se já 33 edições desde que a maior bolsa de negócios de Angola, a Filda anunciou a sua existência. Na edição presente, aberta na quarta feira 26 de Julho pelo chefe da casa civil do Presidente da República, Manuel da Cruz Neto, a expectativa é de criação de grandes parcerias e efectivação de negócios rentáveis e promissores.
A Filda 2017 acontece em cenário novo a combinar com o pais novo em que Angola se está a transformar. Um universo de cerca de 200 expositores, entre nacionais e estrangeiros, brinda os visitantes com uma gama diversificada de produtos e serviços colocados bem à mão de quem os deseja conhecer. O casamento dos azuis do mar e do céu, conferem ao ambiente um clima de harmonia ao mesmo tempo que proporciona o contacto próximo com a mãe natureza. No interior do espaço é notória a satisfação e efeito surpresa no rosto de quem visita a feira. Afinal a Filda já é certeza. Fica para trás a saudade e tristeza de um ano de 2016 sem a
parceira de todos os anos.
De acordo com a sondagem feita pelo JE, a mudança do espaço é encarada pelos expositores como uma mais valia, dada a proximidade ao centro da cidade e a maior parte dos serviços, ao que se adicionam questões de segurança bem mais garantidas na marginal de Luanda. A diminuição do número de expositores não é encarada como elemento desmotivador de acordo com Luís Gonçalves, supervisor de operações e manutenção da empresa Onenergy. As propostas apresentadas vão desde as mais simples às mais complexas. Diversos sectores da actividade económica estão
representados no certame.
A presença dos bancos é notória como já tem sido habitual. A reportagem do JE registou com agrado a participação da empresa CSG, montadora de veículos automóveis da marca Zenza.
De capitais chineses marca presença em Angola brindando os consumidores com três apreciáveis modelos de viaturas. É um exemplo claro de que o país está a dar passos significativos rumo à diversificação e alavancagem da economia, importante condicionalismo para que Angola dê o salto que todos almejamos para ombrear com as maiores economias do continente. Sectores como das tecnologias de informação e comunicação, transportes, seguros, alimentação e prestação de serviços são visíveis nos stands montados, sintoma de que se adivinham grandes parcerias.
Existe a confiança de que a Filda 2017 sirva como mola impulsionadora para a actividade de negócios, numa altura em que o país se vê confrontado com uma crise resultante da queda do preço do petróleo no mercado internacional. Portugal, à semelhança das edições anteriores, revela-se uma vez mais como o maior expositor estrangeiro com um total de 23 empresas de vários ramos da actividade económica.