O Presidente afirmou que Angola é um país de grandes oportunidades que em pouco tempo criou um favorável ambiente de negócios.
João Lourenço, citado pela Angop, reafirmou, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU), que o combate à corrupção e à impunidade continuam nas prioridades do Executivo angolano, com o objectivo de moralizar a sociedade e melhorar o ambiente de negócios.
O Chefe de Estado disse ainda que a corrupção é dos maiores males com que a classe política ou parte dela lidava na gestão do erário, e por arrasto acabava por afectar a sociedade.
Neste âmbito, o Presidente angolano considera fundamental priorizar a redução da dependência económica do petróleo, primando pela diversificação da economia e maior atracção do investimento privado nacional e estrangeiro, que devem ser direccionados para outros ramos como a indústria, agricultura e as tecnologias.
Segundo João Lourenço, o Executivo angolano está a incentivar uma maior presença do sector privado e reduzir a excessiva intervenção do Estado na economia.

Visão sobre África
Na cimeira, enquadrada na semana de sustentabilidade de Abu Dhabi, o estadista afirmou que, paradoxalmente, África, apesar de ser a maior reserva de recursos naturais do mundo, tem menos capacidade de satisfazer as necessidades básicas das populações.
João Lourenço considerou fundamental atrair para África conhecimento, avanços da ciência, tecnologia, capital e investimento privado, para transformar localmente as matérias-primas.
Com isso, o Chefe de Estado espera que se criem mais riqueza, bem-estar, emprego e oportunidades de crescimento.
É nessa esteira que o Presidente angolano declarou que vê o futuro de África com optimismo e entende que o sonho de desenvolver o continente é realizável.
“Bons exemplos não nos faltam, podemos mudar o quadro actualmente vigente no continente, dependendo sobretudo das decisões corajosas que em primeiro lugar nós, os africanos, viermos a tomar”, disse.
A esse respeito, fez referência à experiência de outros continentes como a Ásia, que em meio século, passou de importador para exportador, competindo com os países do primeiro mundo.
Apontou também o exemplo dos Emirados e outros países do Golfo Pérsico, de como a boa utilização das receitas do petróleo pode ajudar na diversificação das economias.
O estadista angolano defendeu para África, um desenvolvimento sustentável que respeite e preserve a natureza, em benefício do futuro da humanidade, privilegiando a utilização das fontes limpas e renováveis de energia.
Ainda de acordo com o Chefe de Estado angolano, a industrialização do continente vai evitar a contínua perda de mão-de-obra qualificada, quadros superiores, cientistas e investigadores.
“Precisamos ter a capacidade de fazer o inverso, atrair para África o que há de melhor no mundo como o conhecimento, os avanços da ciência e da tecnologia, o capital, o investimento privado e “know-how” para transformar localmente as nossas matérias-primas. Por outras palavras, precisamos industrializar o nosso continente”, afirmou.
Nos EAU, o Chefe de Estado participou, como convidado de honra, na cerimónia de entrega do prémio “Zayed para a Sustentabilidade”.

PR foi à etiópia

O Presidente da República, João Lourenço deixou Luanda, na tarde de quarta-feira, tendo se deslocado para Addis-Abeba, capital da Etiópia, a fim de tomar parte em iniciativas africanas relacionadas com a situação pós-eleitoral na República Democrática do Congo (RDC).
No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o Chefe de Estado recebeu cumprimentos de despedida do vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, do governador provincial de Luanda, Luther Rescova, de membros auxiliares do Poder Executivo, entre outras individualidades.
João Lourenço participou ontem, numa reunião da Dupla Troika da SADC, conforme fez referência à partida a Casa Civil do Presidente da República através de uma nota de imprensa.
A estabilidade da RDC é encarada com bastante preocupação por parte da região central e SADC, mas Angola em particular, devido à extensa fronteira que partilha com o vizinho.
Aquele país realizou (a 30 de Dezembro último) eleições gerais, cujos resultados provisórios dão vitória ao candidato Felix Tshissekedi.