A média angolana é considerada baixa em comparacão com a média da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, onde a perspectiva é ascender a um mínimo de 50 por cento até 2020.
Quanto às experiências externas, colhidas junto das representações estrangeiras, sobressai a do Quénia, que num espaço de dez anos teve a sua taxa de bancarização a subir de 20 para 82 por cento. O exemplo foi bem aplaudido pelos quadros do BNA, presentes no evento. A nível mundial, os níveis de inclusão financeira passaram de 51 por cento em 2011, para 69 em 2017. As metas previstas pela UFA (Universal Financial Access) procuram garantir o acesso de 1 bilião de pessoas a uma conta bancária, até 2020.
Os níveis de inclusão financeira na região da SADC (Comunidade de Desenvolviemento da África Austral), rondam 67 por cento, com cerca de 113 milhões de pessoas (sendo 33 por cento adultos)
a continuarem fora do indicador.
De acordo com dados avançados pelo BNA, o projecto Bankita, criado em 2011, dos acordos celebrados com 13 bancos comerciais, permitiram a abertura de 836 mil 451 contas bancárias, 304 campanhas realizadas, até ao momento actual (2019). O projecto que na altura tinha sido lançado para incentivar a população em geral à poupança, caminha até ao momento de forma acanhada.
Dos programas como a Inserção de conteúdos de literacia financeira no sistema de ensino nacional, com arranque previsto em 2015, parecem até ao momento não surtir o efeito desejado. O referido acordo tinha sido na altura assinado com o Ministério da Educação (MED).
O projecto tinha como finalidade, motivar jovens estudantes a aprendizagem contínua e inserção de conteúdos em disciplinas transversais.