O consumo de arroz per capita no Continente Africano deverá aumentar aproximadamente cinco quilos (kg) até 2028, o mais alto em qualquer outra parte do mundo. De acordo com um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado recentemente, a quantidade consumida no Continente Africano aumentará de 26,1 kg, em 2018 para 30,7 kg per capita, em 2028. O continente vai superar a América Latina e o Caribe como a segunda maior consumidora per capita, depois da região Ásia-Pacífico. Sendo que o Continente Africano produz menos de 10 por cento do arroz mundial, a previsão é que o consumo futuro seja amplamente atendido pela importação.

Importações
A expectativa é de uma explosão nas importações até 2028, de 17 milhões de toneladas para 29 milhões, segundo a OCDE, em que África será responsável por 49 por cento, em comparação com 35 das importações mundiais, actualmente. Embora o Continente Africano seja um destino popular para exportadores mundiais como Índia, Tailândia e Vietname, a Nigéria, particularmente, será a principal ponte para este mercado. Espera-se que o gigante da África Ocidental, coincidentemente, o maior produtor de arroz de África, duplique as suas importações até 2028, alcançando aproximadamente a mesma quantidade projectada para a China, o maior importador do mundo.

Japão ajuda África
A Associação Sasakawa e a Agência do Japão para a Cooperação Internacional vão trabalhar juntos para duplicar a produção de arroz em África para 50 milhões de toneladas até 2030, anunciou, recentemente o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. “A tecnologia japonesa pode ter um papel fundamental na agricultura”, disse o chefe do Governo nipónico, num simpósio à margem da 7.ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África, realizado, na cidade japonesa de Yokohama. Durante o simpósio foram abordados temas como o aumento da população jovem, o desemprego, tecnologias e inovação agrícola, e soluções e criação de postos de trabalho no sector da agricultura em África. “Queremos ajudar a mudar as mentalidades de pequenos produtores agrícolas, de produção para consumo para produção para comércio”, acrescentou Sasakawa, que pretende cultivar o interesse pela agricultura na juventude africana. O presidente do Banco Africano para o Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, apelou a esforços urgentes e conjuntos para “acabar com a fome”. De acordo com a agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, há 821 milhões de pessoas em situação de fome no mundo, com África a representar 31 por cento deste número – 251 milhões.
Entre 1986 e 2003, a Associação Sasakawa em África operou num total de 15 países, nomeadamente o Ghana, Sudão, Nigéria, Burkina Faso, Benim, Togo, Mali, Guiné, Zâmbia, Etiópia, Eritreia, Tanzânia, Uganda, Malaui e Moçambique.