O governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, disse ontem, em Luanda, que a actividade agrícola, na capital, além de empregar inúmeras famílias, deve ser vista como parte da estratégia de reduzir a dependência alimentar das importações. Ao ressaltar o facto de existir na sua circunscrição territorial terra e água em fartura, Luther Rescova disse ser preciso atenção aos camponeses familiares, que garantem uma dieta saudável e oferta de bens essenciais a altura do consumo local. Citou como referência as zonas agrícolas da Funda, em Cacuaco, e as de Icolo e Bengo e Quiçama, por possuírem enorme potencial, mas são prejudicadas pela inexistência de estradas com fácil mobilidade e certa carência de luz eléctrica. Na jornada de campo, o Chefe de Estado vistou a zona da Quiminha, em Icolo e Bengo, onde está implantado o Pólo Agrícola, um projecto do Executivo para a melhoria das condições de vida da população que vive na área envolvente (Catete, Cabir, Km 36, KM 37 e KM 44) e para apoiar tecnicamente agricultores não abrangidos pelo mesmo. Essa iniciativa empresarial agrícola surge no quadro do programa de aumento da produção interna, para a redução das importações, e começou em 2008 com a elaboração dos estudos preliminares do projecto. O projecto da Quiminha tem como objectivo principal a produção, em grande escala, de entre outros produtos, horto-frutícolas, grãos, tubérculos e ovos, para abastecimentos do mercado nacional, do qual já beneficiam alguns supermercados. Ainda ontem, 756 camponeses da cooperativa Banza Yeto, citados pela Angop, manifestaram-se descontentes por não terem sido integrados no Projecto Quiminha, em detrimento de beneficiários
“não residentes”.