A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) registou a implementação de 44 projectos no valor de usd 789 milhões, que geraram cerca de 3.950 postos de trabalho directos, na sua maioria na indústria transformadora e agricultura.
Até finais de Agosto de 2019, a AIPEX registou igualmente um total de 178 intenções de investimento, no valor aproximado de 1.650 milhões de dólares, com a possibilidade de gerar 13.900 postos de trabalho directos nos próximos tempos.
Neste contexto, foi elaborada uma nova Lei do Investimento Privado, que permite, entre outras medidas, a realização em Angola de investimento directo estrangeiro de qualquer montante sem a obrigatoriedade de engajar um parceiro nacional, com a AIPEX a ser a janela única de promoção e captação de investimento privado e de apoio ao fomento das exportações.
No âmbito da estratégia de atracção e captação de investimento privado nacional e estrangeiro, foi igualmente aprovado o projecto de Promoção e Captação do Investimento Privado (PROCIP), de forma a direccioná-lo para sectores prioritários da economia.
Com efeito, a melhoria a esse nível também se deve a medidas como a automatização dos processos da actividade aduaneira, a implementação do Guichet Único de Empresas (GUE) on-line e a eliminação dos custos e redução do tempo para a emissão das autorizações para
importações e exportações.
O Executivo considera importante continuar o processo de implementação de reformas nas áreas que concorrem para a melhoria do clima de negócios e de investimentos no país, com compromissos explícitos na melhoria da imagem do país no exterior, promovendo a sua inserção competitiva no contexto internacional.
Dados da AIPEX que o JE teve acesso, indicam que o maior investimento foi feito por empresas nacionais, seguido do investimento misto com parcerias de empresas angolanas e estrangeiras. Das firmas estrangeiras destaque para Portugal, China e Eritreia. Dos produtos na linha de exportação figuram o sal, pescado, frutos tropicais, madeira, café e o mel, sendo que os desafios principais, passam necessariamente no aumento da produção interna.

Diplomacia económica
Durante as visitas de trabalho efectuadas em 2019, pelo Presidente, João Lourenço, em vários países a tónica dos seus discursos esteve sempre centrada na captação de investimento estrangeiro. Nos Estados Unidos da América por exemplo, o Presidente solicitou ao empresariado norte-americano para investir em Angola, no quadro das reformas do Executivo angolano, que tornam mais atractivo o ambiente
de negócios no país.
O Chefe de Estado convidou também os empresários americanos a investirem em áreas chaves da economia de Angola, para alavancar o desenvolvimento económico e social do país.
Apelou ainda ao investimento privado americano nos sectores da agricultura, pescas, construção de auto-estradas, exploração e transformação de minerais, como os diamantes, ferro, ouro, turismo, gestão de portos, caminhos-de-ferro e aeroportos.
No Katar, João Lourenço explicou aos empresários que Angola conta com o investimento daquele país em sectores como a agricultura e agro-pecuária, pelos recursos abundantes como água e bom clima, com a possibilidade de produzir também para a exportação. O Chefe de Estado apontou também, o turismo como uma importante área a explorar, pelo facto de o Qatar ser bastante forte neste sector.
No ramo das infra-estruturas, o Presidente chamou a atenção para os portos, aeroportos e caminhos-de-ferro, investindo em novas áreas ou participando na gestão das existentes, através de concessão de exploração por várias décadas. Além dos já existentes portos de Luanda, Lobito e Namibe, os maiores do país, o Presidente da República informou que está em construção o porto de águas profundas de Cabinda.
Por outro lado, as autoridades russas e investidores privados estão disponíveis para investir cerca de 10 mil milhões de dólares para financiar projectos com impacto socioeconómico em Angola, nos sectores energéticos incluindo a construção de barragens hidroeléctricas, produção de energia eólica, painéis solares, linhas de transporte de energia eléctrica, construção de estradas, habitações e outras.