A auditoria deve ser um exercício que os orgãos fiscalizadores devem levar em conta para se evitar à fuga dos multiplicadores.
Segundo Félix Novais, as reservas de auditoria de um modo geral surgem quando o auditor não consegue reunir prova suficiente para fundamentar a sua opinião sobre determinada rubrica das Demonstrações Financeiras ou porque não obteve informação suficiente sobre uma determinada rubrica (Reserva por limitação de âmbito).
Destaca que estas reservas surgem também porque existe uma divergência na utilização de alguma asserção na preparação das demonstrações financeiras, quer seja em termos de registo, querem termos de apresentação (reservas por desacordo).
“A resolução de algumas reservas reportadas em algumas empresas do SEP dependem exclusivamente do Governo Central para a sua resolução, nomeadamente quando se refere a bens sujeitos ao registo em que tenha havido intervenção directa do Estado, sobretudo à sua transferência”, disse.
Quanto à relação que existe entre a Ordem dos Contabilistas e as empresas públicas, o especialista informou que é a mesma que existe com outras organizações privadas.
“Os contabilistas têm a responsabilidade de preparar as contas das empresas e do Estado. A Ordem tem o papel de emitir e validar as normas técnicas que regem a preparação das contas e reporte financeiro e de certificar, permitir o exercício da profissão no país e reforçar as competências dos seus membros nas diferentes matérias relacionadas a contabilidade”, apontou.