O vice-presidente de República, Manuel Domingos Vicente, declarou nesta semana que a “solidariedade é um bem em si” e exorta os cidadãos a praticar o bem para que se instaure a concórdia, paz, unidade e amor.
Manuel Vicente discursava na cerimónia de lançamento da Bolsa de Solidariedade Social, um mecanismo de coordenação, angariação e distribuição de donativos e fundos a favor das populações vulneráveis, bem como a promoção do voluntariado e do amor ao próximo.
Numa cerimónia em que estiveram presentes membros do Executivo e do corpo diplomático e representantes de empresas públicas e privadas, igrejas e da sociedade civil, Manuel Vicente declarou que os angolanos sabem do valor da solidariedade e que a constituição da Bolsa de Solidariedade Social deverá permitir agilizar e distribuir melhor as ajudas a quem precisa, enaltecendo o papel dos doadores.
O vice-presidente da República afirmou que o combate à pobreza e a melhoria da qualidade de vida das populações está no centro das atenções do governo angolano.
“Angola, nos seus 15 anos de Paz, vem trilhando a senda do desenvolvimento e do progresso”, declarou.
Para o político, “o desenvolvimento e progresso fazem-se com a participação e a inclusão de todos os angolanos”, referindo que trabalhar para a promoção e o empoderamento dos angolanos, sempre foi e continuará a ser objectivo do Executivo.
Lembra que em 15 anos de paz muitas foram as conquistas, contando com o apoio de uma sociedade civil forte e pujante e unida.
O Orçamento Geral do Estado tem, ao longo dos anos, aumentado a verba destinada ao sector social, lembrando que para este ano, atribuiu 38,03% para este sector.
Apontou o desenvolvimento da agricultura, a auto-suficiência alimentar, a diversificação da economia como alguns dos desideratos que se persegue.
Saúda as iniciativas previstas pela Bolsa de Solidariedade, como são o caso do já existente Banco de Alimentos que é necessário reforçar, o Banco de Medicamentos ou ainda as lojas sociais – e que o trabalho se multiplique, com a certeza de que o futuro se faz hoje.

Ajuda às comunidades

A Bolsa de Solidariedade Social tem como objectivo mitigar a pobreza e vulnerabilidade e visa congregar os cidadãos, tendo em vista a criação de uma sociedade participativa, solidária e engajada com o voluntariado.
Administrada tecnicamente pelo Instituto de promoção e coordenação da ajuda às comunidades do Ministério da Assistência e Reinserção Social, a Bolsa deverá articular as ajudas às comunidades carenciadas prestadas por actores singulares e colectivos, com vista a criar um movimento de solidariedade nacional
O ministro da Assistência e Reinserção social, Gonçalves Muandumba, declarou que a bolsa visa ajudar a quem necessita e tornar os assistidos de hoje beneméritos e doadores no futuro, combater a pobreza, através de programas
de empoderamento.
Sublinhou que espera ainda combater o desperdício, evitando que alguns organismos beneficiem de vários donativos, enquanto outros não recebam qualquer apoio, distribuindo, assim, de forma transparente e regular as doações.
Gonçalves Muandumba adiantou que o programa visa também potenciar e apoiar a criação de bancos de alimentos em todas as províncias, aproveitando o excedente da produção agropecuária local, bem como de cozinhas comunitárias, bancos de medicamentos e lojas sociais é outras das metas da bolsa.
A bolsa de solidariedade social se propõe ainda promover um movimento de voluntariado em Angola, para apoiar os hospitais, centros de saúde, comunidades, lares de assistência à criança e ao idoso, assim como aumentar o leque de cidadãos e instituições que prestam apoio social.

Igreja apoia iniciativa

O arcebispo de Luanda, dom Filomeno Vieira Dias, defendeu o cultivo da solidariedade social nas relações humanas, a promoção e o respeito da dignidade humana e o combate à exclusão.
Para o prelado, “devemos unir esforços para ajudar quem mais precisa, contribuir para que os outros também tenham uma vida em abundância, mais digna e para a harmonia social”.
Dom Filomeno, que apresentava a sua intervenção de sapiência na cerimónia de lançamento da bolsa, referiu “não é por acaso que se procura se definir o homem, não apenas pela racionalidade, mas pela responsabilidade social, promoção da boa vizinhança,
beneficência e afabilidade”.