O ministro do Ensino Superior explicou esta semana, em Luanda, que a situação financeira dos bolseiros angolanos no exterior está controlada e equilibrada, sem atrasos de pagamentos.
António Miguel André explicou que o atraso no reconhecimento dos certificados se deve à demora da resposta por parte das instituições dos países em que os bolseiros estudaram, pois, sustentou, “antes do Ministério do Ensino Superior reconhecer o certificado, as entidades estrangeiras devem confirmar se o documento é válido ou não. E se não o for, é enviado para os serviços competentes”, afirmou o ministro, que falava aos jornalistas à margem da I Conferência Nacional sobre o Ensino da Pós-graduação e Sua Influência no Desenvolvimento de Angola.
O governante acrescentou que o país defende a estratégia da redução do envio de estudantes do ensino superior para o exterior, com o objectivo de estimular a formação interna a todos os níveis, seja licenciatura, pós-graduação, seja mestrado. “Angola desenvolveu um papel preponderante a nível das licenciaturas e bacharelato e actualmente estão a ser fortalecidos os cursos de pós-graduação em especializações, mestrados e doutoramento”.
Entretanto, o crescimento e desenvolvimento de Luanda esteve em debate, na quinta-feira, entre estudantes universitários, administradores distritais e directores de instituições públicas e privadas para a melhoria das condições dos seus habitantes.
O objectivo foi o de promover um ambiente de diálogo contínuo entre a Comissão Administrativa e as unidades académicas do ensino superior. “A promoção de uma governação mais participativa e com apoio dos estudantes, suas preocupações relacionadas à cidade de Luanda”, fazem parte dos principais objectivos do evento. A criminalidade, saneamento básico e circulação rodoviária foram alguns dos temas.