O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, trabalha hoje e amanhã, na cidade do Sumbe, capital da província do Cuanza Sul, onde vai orientar a reunião do Conselho de Governação Local.
Segundo uma nota de imprensa, da Casa Civil do Presidente da República, na cidade do Sumbe, o Titular do Poder Executivo vai também constatar o andamento de algumas obras sociais, além de conceder audiências a membros da sociedade civil.
Durante a sua estadia no município do Sumbe, João Lourenço irá proceder a entrega das chaves aos primeiros moradores da centralidade da Quibaúla.
O projecto habitacional, que começou a ser construído em 2012, pela empresa Kora Angola, possui 2.010 imóveis, 156 lojas, 213 moradias simples, 393 duplex e 1. 404 apartamentos de tipologia T3.
O projecto possui igualmente dois centros infantis, três escolas, uma das quais secundária com 12 salas e as restantes primárias com 24, bem como um centro médico.
Em Outubro, foram sorteados 500 cidadãos da província do Cuanza Sul, para beneficiarem de residências na Centralidade da Quibaúla, numa iniciativa do gabinete de Infra-estruturas e Habitação.
Com este número perfaz 1.000, a contar com o primeiro sorteio realizado em Agosto do corrente ano, em que, igualmente foram contemplados 500 cidadãos para arrendamento simples e resolúvel.

Governação local
No primeiro dia de trabalho, João Lourenço orienta a reunião do Conselho de Governação Local, que é o órgão auxiliar e colegial do Presidente da República na formulação de políticas e acompanhamento da execução das políticas de governação da administração do
Estado a nível local.
Criado através do Decreto Legislativo Presidencial n.o 3/17, de 13 de Outubro, o Conselho de Governação Local reúne-se semestralmente e é presidido pelo Presidente da República, coadjuvado pelo Vice-Presidente da República. Dele fazem parte os ministros de Estado, ministros, os governadores provinciais, secretários do Presidente da República, o secretário do Conselho de Ministros, entre outras entidades ligadas à matéria de governação local.

Reunião de Malanje
Em Maio de 2019, a cidade de Malanje acolheu a 1ª Reunião Ordinária do Conselho de Governação Local, sob orientação do Presidente da República.
Na altura, a reunião apreciou o memorando que, de forma sucinta, apresenta os fundamentos sobre a preparação e estruturação de um Plano Integrado de Intervenção nos Municípios, que tem como objectivo a realização de acções e programas nos domínios da educação, saúde, vias de comunicação, saneamento básico, energia, águas, segurança pública e infra-estruturas administrativas, pelos Órgãos da Administração Local do Estado.
Segundo o comunicado da reunião, o Programa dá ênfase especial às principais necessidades dos Municípios, visando a satisfação das mesmas, por meio da transferência de algumas responsabilidades do Governo Central para os Governos Provinciais, e destes para as Administrações Municipais, aprofundando o reforço da desconcentração administrativa.
A preparação do Plano em referência envolveu a auscultação dos 164 Municípios, com o levantamento das necessidades mais urgentes nos domínios dos recursos técnicos, tecnológicos e humanos.
Na mesma ocasião, o Conselho de Governação Local apreciou o Relatório de Balanço da Implementação do Regime Financeiro Local, documento que descreve o grau de execução do referido regime por via do Portal do Munícipe, uma plataforma informática, através da qual é feita a arrecadação de receitas comunitárias e multas, visando o seu posterior retorno na totalidade para as Administrações Municipais e de Distritos Urbanos, como contra prestação dos serviços por elas efectuados. Actualmente, o Portal do Munícipe permite a prestação de 490 serviços e a arrecadação de receitas comunitárias, tendo sido já implementado em 124 Municípios e 32 Distritos Urbanos.
Na ocasião, o Conselho de Governação Local apreciou um memorando sobre a implementação de um Programa de Financiamento Ampliado (EFF) a vigorar entre 2019 e 2021, decorrente do acordo alcançado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que tem, dentre outros objectivos, o reequilíbrio das contas fiscais; a garantia da solvabilidade externa e a eficiência na alocação de divisas; o reforço da resiliência do sector financeiro; da governação corporativa, dos direitos de propriedade e do combate à corrupção; assim como a redução do risco associado às empresas públicas.