Nos últimos 10 anos, a economia mundial tem recuperado lentamente, estando o sistema multilateral de comércio a enfrentar um grande desafio e a fazer ajustamento profundo para o regulamento de investimento internacional.
Os problemas de desenvolvimento que os países enfrentam ainda são sombrios, à medida que a economia da China está altamente correlacionada com a mundial.
A ideia das autoridades chinesas é intensificar as acções tendentes a facilitar o comércio e o investimento intercontinental, na qual deve concentrar-se em estabelecer, em conjunto, a Zona de Livre Comércio, desenvolver o comércio eletrónico transfronteiriço (comércio digital), assim como intensificar o comércio moderno de serviços de investimento, impulsionando o desenvolvimento deste sector.
O modelo baseado no investimento perspectiva-se numa mudança, e espera-se almejar o crescimento, mantendo a estabilidade macroeconómica, aprofundar a reforma estrutural e motivar a economia por inovação, assim como reforçar a prevenção de riscos e garantias à vida da população local.
A China vai persistir no aprofundamento integral da reforma, no desenvolvimento de alta qualidade, na ampliação da abertura ao exterior e no caminho de desenvolvimento pacífico, para impulsionar a construção da Comunidade de Destino Comum da Humanidade
(Iniciativa de Cinturão e Rota).
O Governo chinês quer explorar melhor a “afinidade mútua”, oferecendo bolsas de estudo, promover a cooperação em cruzeiros marítimos, dar assistência médica de emergência, construir em conjunto um centro internacional de transferência de tecnologia e de cooperação marítima.
Em todas as sinergias se efectivarão com sucesso caso se encontre um financiamento mais à altura da realidade concreta.
Para tal, o Executivo chinês pensa estabelecer um Banco Asiático de Investimento em Infra-estrutura, outro Banco de Desenvolvimento dos BRICS (África do Sul, Rússia, Índia e a própria China), um Fundo da Rota da Seda e aprofundar o Consórcio do Banco China-União do Sudeste Asiático(ASEAN).
Quer também que se reforce ou se coloque em prática o papel do mecanismo de cooperação multilateral existente, sobretudo com a Organização de Cooperação de Xangai (SCO), China-União do Sudeste Asiático (ASEAN “10 + 1”), com a Organização da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), assim como o Fórum de Cooperação China-África e o Fórum Para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Ligação marítima 

No mar, os principais portos são utilizados como nós para criar e construir em conjunto um canal de transporte seguro
e eficiente.
Os dois grandes corredores económicos como um da China-Paquistão, um de Bangladesh-China-Índia-Mianmar estão intimamente relacionados à construção de Faixa e Rota, e promovem a cooperação.
A consistência do projecto passa pela comunicação da política, formulação conjuntamente de planos e medidas para promover a cooperação regional, negociar e resolver problemas de cooperação e fornecer conjuntamente apoio político para a cooperação pragmática e implementação de projectos em grande escala, além da interconexão de instalações, infra-estrutura de transporte e áreas prioritárias como a ferrovia e rodovia transfronteiriças. Haverá também infra-estruturas energéticas e de oleodutos.

Interconexão

Na óptica de Gang Cheng An, ex -secretário Geral Permanente do
Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, há vários aspectos importantes a ter-se em conta, quanto ao sucesso do corredor comercial “Seda”, pois vai facilitar a interconexão de instalações, o comércio, circulação do financiamento, afinidade mútua, um caminho para a paz, prosperidade, abertura,
inovação e civilização.
Para que a China possa atender às necessidades dos países relacionados com Faixa e Rota, passa pela promoção da exportação de equipamentos e tecnologia chinesas. Todos os aspectos evocados permitiriam compartilhar os frutos do desenvolvimento da China para os países em
via de desenvolvimento.
A conecção será mais intensa com o Cinturão e Rota a percorrer a partir da Ásia-Europa e a África, um círculo económico activo do Leste Asiático, outro lado da Europa desenvolvido, no meio de uma grande maioria dos países, existindo grande potencial para o desenvolvimento económico.
A China projecta igualmente implementar quatro principais placas de desenvolvimento ocidental do Nordeste à China Central e três faixas de suportes (Iniciativa Faixa e Rota, Faixa Económica do Rio Yangze e Desenvolvimento coordenado entre Beijing –Tianjin e Hebei).

Zonas terrestres

Três linhas terestres vão ser interligadas, sendo a primeira por via da Ásia Central, Rússia e a China poderia ligar com a Europa (Mar Báltico). A segunda através da Ásia Central, Ásia Ocidental e China poderia ligar até ao Golfo Pérsico, o Mediterrâneo. A terceira linha, China poderia ligar para o Sudeste da Ásia, Sul da Ásia e do Oceano Índico.
Também serão realizadas duas passagens principais no mar. A primeira, partiria dos portos costeiros chineses que poderia atravessar o mar do Sul da China até ao oceano índico, estendendo-se para a Europa.
Segunda passagem, partida dos portos costeiros chineses poderia atravessar o mar do Sul da China até ao pacífico Sul.
Pensa-se criar e construir uma nova grande ponte continental euro-asiática, um grande corredor internacional de cooperação económica e um canal de transporte marítimo.
Baseando-se no canal internacional, apoiado pelas cidades centrais relacionadas com o Cinturão e Rota, e os principais parques industriais económicos e comerciais, são utilizados como plataforma de cooperação para construir conjuntamente grandes corredores de cooperações económicas internacionais, no caso da nova grande ponte continental Ásia-Europa, grande corredor China-Mongólia-Rússia, Grande corredor China-Ásia Central-Ásia Ocidental, Grande Corredor China-IndoChina Península, entre outros.