O Executivo tem implementando, por todo o país, programas de formação profissional, que têm capacitado milhares de pessoas, dando-lhes oportunidades de integração sócio-produtiva, que tem servido para o sustento de muitas famílias.
A aprovação do PDN 2018-2022 (Plano de Desenvolvimento Nacional), bem como o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), tem tido um impacto significativo na formação do capital humano e na criação de novos postos de trabalho, concorrendo para a estabilidade macroeconómica do país.
O Presidente da República, João Lourenço, no discurso sobre o Estado da Nação valorizou as iniciativas ao afirmar que entre 2018 e o III trimestre do ano em curso, foram criados 161.997 novos empregos, cerca de 1/3 dos 500 mil de um mandato de 5 anos, dos quais 80,3% se referem a empregos criados no sector empresarial quer público como privado, e 19,7% no sector político administrativo,isto é, na função pública.
Apesar disso, segundo o Chefe do Estado, a luta pela redução da taxa de desemprego através da criação de novos postos de trabalho deve ser permanente, uma constante da acção do Executivo e seus parceiros, no caso o sector empresarial privado.
O sector do Comércio foi o que gerou mais empregos, seguido da construção e obras públicas, transportes,
agricultura e indústria.Em síntese, João Lourenço disse que, o Sistema Nacional de Emprego formou 108.790 jovens em 149 especialidades formativas.

Baixar o desemprego
Baixar o desemprego tem sido uma luta constante no país e torna-se mais difícil ainda neste período de crise que a economia está a atravessar em função da baixa produtividade.
Em vista disso, o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) tem criado programas de promoção de empregabilidade, com abertura de mais centros de formação profissionais e de artes e ofícios.
Foram criados ainda outros programas como E-Bumba (aplicativo que conecta empreendedor e clientes), Qualificar, Iempe (que são as incubadoras de empresas), Sigepe e os Centros Locais de Empreendedorismo e Serviços de Emprego (Clese) e mais recentemente o Plano de Acção de Promoção
à Empregabilidade (PAPE).
O ministro da Administração pública, Jesus Maiato, no acto do lançamento do Pape, recentemente, no Cuando Cubango, disse que o plano é um dos projectos criados pelo Executivo para diminuir o índice de desemprego no país, que ronda os 28,8 por cento, cerca
de três milhões de pessoas.
O plano prevê a criação de 250 mil empregos e será implementado durante três anos, entre 2019-2021 e vai beneficiar um universo de mais de 250 mil jovens, com a concepção de micro-créditos, cursos de empreendedorismo e de formação profissional.
Aprovado recentemente pelo Presidente da República, João Lourenço, através do decreto 113/19, de 16 Abril, o Pape prevê a disponibilização de 21 mil milhões de kwanzas, correspondentes a 65,6 milhões de dólares,
para a promoção do emprego.
O plano prevê formar, em três anos, 12 mil jovens em empreendedorismo, 15 mil em cursos de curta duração, a atribuição de dez mil micro-créditos para apoio a negócios, a distribuição de 42 mil kits de várias profissões, com realce para pedreiro, ladrilhador, carpinteiro, canalizador, electricista, pintor, jardineiro, soldador, cabeleireiro, barbeiro, pedicure, manicure, entre outros.

Outros programas
No âmbito das parcerias, o Executivo tem implementado outras políticas para a valorização da mão-de-obra qualificada na reconstrução
e desenvolvimento do país.
Por isso, o Estado assumiu como um dos primados para o desenvolvimento a aposta no homem, estando a definir políticas que visam promover as estruturas formativas, a fim de criar e valorizar a mão-de-obra qualificada para a reconstrução
e desenvolvimento.
A abordagem ao trabalho decente está ligada a um dos pilares de desenvolvimento definido pelo Executivo, que visa estimular e valorizar o capital humano.
A promoção do emprego qualificado e remunerado, por meio da promoção dos sectores da agricultura e da indústria para a diversificação da economia,
é outro desafio do Executivo.
Em função disso, Angola assinou a semana passada com a Organização Internacional de Trabalho (OIT) um acordo do Programa-País
para Trabalho Decente.
O acordo está avaliado em cinco milhões de dólares a ser usado no Programa-País para o Trabalho Decente (PPTD)
para o período 2019-2022.
Segundo o ministro Jesus Maiato, signatário do acordo, uma parte do valor está praticamente assegurada e é de financiamento externo por parte de países como Japão e Noruega.
O acordo prevê três prioridades: contribuir para a formalização das empresas e dos trabalhadores informais, promover a empregabilidade dos jovens e reforçar o diálogo social e a prática da negociação colectiva.
Jesus Maiato fez saber que a assinatura do memorando faz parte de uma recomendação de uma das conferências da OIT de 2004, no sentido de os Estados-Membros adoptarem um programa com vista à concretização do trabalho decente.

Formas de inscrição no Pape
As inscrições para o Pape já podem ser feitas pelos cidadãos através do endereço
electrónico www.pape.gov.ao
Podem também ser feitas através dos Centros de Emprego e de Formação Profissional, de acordo com as explicações prestadas pelo GTI – MAPTSS, o processo de candidatura é simples, fácil e sem burocracias, onde os candidatos devem primeiro registar-se depois preencher o formulário de candidatura informando os seus dados pessoais, académicos e seleccionar o programa que pretende se candidatar.
A plataforma E-bumba foi também lançada como um espaço que vai servir de interação entre clientes e prestadores de serviço. Onde os jovens formados pelo Pape e de outros organismos, vão estar cadastrados para melhor desenvolverem
as suas habilidades.