A província do Cunene é o epicentro das alterações climáticas que afectam o Sul do país, mas outras cinco não escapam da fúria da natureza, que encontrou o homem desprevenido, mas apesar de ser o grande causador destas metamorfoses naturais, provocadas pelas acção humana nas indústrias que emitem gases poluentes na natureza.
O fenómeno naquela região do país não é novo, uma vez que já vem se arrastando ao longo dos anos, mas parece que desta vez o governo acordou para um problema que afecta directamente mais de dois milhões de pessoas em seis das 18 províncias de Angola, segundo dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação das Emergências Humanitárias (ONUCHA).
Numa entrevista recente ao Jornal de Angola, o governador do Cunene, Virgílio Tyova, fez saber que estão mapeadas cerca de 436 localidades críticas. Pela mesma situação, estão afectadas, neste momento, 276 escolas, onde estão matriculados 54.490 alunos, além do gado, mais de 26 mil animais morreram.
Nesta entrevista, a autoridade máxima local revelou que aquela província regista a mais acentuada seca da sua história e que, à luz desse quadro, pode estar iminente uma crise de fome e de doenças do foro hídrico, daí que a acção do Governo e de todas as forças da sociedade servirão para salvar uma região em grave crise de uma calamidade humanitária, própria de Estados que não criaram fortes mecanismos para se defenderem.