Da mão esquerda da ministra Vera Daves virão, doravante, despachos de dossiers importantes, sobretudo com a garantia de injecção de maior eficiência aos programas de estabilização das Finanças Públicas, dos ajustamentos fiscais e controlo da taxa de inflação. Sem tirar o «direito da direita» apertar à mão para os novos compromissos e parcerias, a primeira mulher que assume a gestão das receitas e despesas do OGE sabe das metas e, de certeza, terá a linha para coser o vestido da estabilidade que se precisa assentar à economia nacional. Dos semáforos que levam à catedral da Mutamba, uma luz verde certa a observar vai ser a da taxa de inflação que, neste momento, a ministra Vera Daves encontra no painel laranja. A actual inflação homóloga de 17,50 por cento está já próxima da prevista no Plano de Estabilização Macroeconómica (17,4%) do qual se originou a estratégia para o Plano de Desenvolvimento Nacional (2018-2022) para o sector das Finanças. No desenho do PDN sobre a inflação nota-se 13,4 por cento (2020); 9,1(2021) e 6,4 (2022). Os eixos a actuar é o da “Sustentabilidade das Finanças Públicas”. Não menos importante é a tarefa engenhosa de gestão da dívida e aqui a ministra conta com o secretário de Estado Osvaldo João, também com passagem na Unidade de Gestão da Dívida Pública do Ministério das Finanças. A estratégia fiscal para o período 2018-2022 procura conciliar o esforço de consolidação das contas públicas com a intervenção estratégica do Estado (na provisão de bens públicos, na redistribuição de rendimento e na correcção de falhas de mercado), de modo a dar continuidade ao processo de desenvolvimento. A disponibilidade de recursos financeiros para este período ascende a 29.190 mil milhões de kwanzas (75,1 mil milhões de dólares ao câmbio de ontem calculados na plataforma forex Oanda), dos quais 62% deverão ser afectos às acções correntes e 38% aos programas de acção do PDN. O esforço de financiamento interno deverá ser complementado com financiamento privado, de modo a captar, pelo menos, um montante adicional médio anual de 6.878,9 mil milhões de kwanzas (usd 17,7 mil milhões). Archer Mangueira parte para a província do Namibe, à “Terra da Felicidade”; lá onde se quer construir, no médio e longo prazos, o Dubai de Angola; vencer-se o fantasma da seca global que das alterações climáticas afecta África, América, Ásia e a Europa.