O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, considerou nesta quarta-feira, em Luanda, estável, política e socialmente, o último mandato presidencial que exerceu no período 2012/2017, à frente dos destinos da Nação, apesar da difícil situação económica que o país ainda enfrenta.
O Chefe de Estado angolano falava por ocasião da última reunião do Conselho de Ministros, realizada no Palácio Presidencial.
De acordo com o Presidente José Eduardo dos Santos, a situação económica e financeira difícil obrigou a um reajuste do programa do Governo e a redefinir as despesas públicas, para que fosse possível assegurar a sustentabilidade da agenda de desenvolvimento.
Neste sentido, prosseguiu o Presidente da República, “tivemos que adoptar em tempo oportuno, uma estratégia para fazer face à crise, com vista a iniciarmos um novo ciclo económico de estabilidade, não dependente do petróleo, como principal fonte de receita fiscal e de exportações do país”.
Referiu que foi importante encarar a crise económica e financeira como uma oportunidade para o país se libertar da dependência excessiva do crude, a fim de acelerar o processo de diversificação da economia.
O referido processo de diversificação tem como foco o aumento da produção interna, a redução das importações, o fornecimento do tecido empresarial nacional, a promoção e criação de emprego, bem como a diversificação das fontes de receitas fiscais e de divisas.
Para o Presidente José Eduardo dos Santos, esta capacidade de rapidamente se encontrar soluções para superar os problemas mais prementes e da adaptação às contingências objectivas dos contextos internos e externos foi um dos traços fundamentais que caracterizaram o mandato do actual governo.
Contudo, sublinhou que nada teria sido possível se não tivesse contado com a inestimável colaboração dos membros do Executivo.
“Se superamos e vencemos os múltiplos obstáculos, foi porque vocês souberam colocar à disposição do país as vossas capacidades, aptidões, conhecimentos e vontade de triunfar, assumindo com responsabilidade e sentido de Estado os deveres de que estão incumbidos pela lei e pela Constituição da República”, reconheceu o Chefe de Estado.
José Eduardo dos Santos sublinhou que juntos foram mais fortes e decisivos para manter o rumo do país no caminho certo da unidade nacional, da paz, justiça social, do desenvolvimento e da consolidação da democracia.
Entretanto, os feitos do Presidente da República foram enaltecidos por membros do Executivo angolano.
Em declarações à imprensa após o acto que marcou a primeira reunião extraordinária do Conselho de Ministros, João Lourenço, ministro da Defesa dispensado do cargo por questões eleitorais, frisou que o Chefe de Estado angolano esteve à frente dos destinos do país “nos momentos mais difíceis de Angola”, com particularidade para o período do conflito armado.
A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, disse que o Presidente José Eduardo dos Santos “fortaleceu as instituições, abriu o país ao mundo para o reconhecimento com prestígio e para uma apreciação e admiração internacional”.
Para Rui Mangueira, ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, o Estadista angolano deve ser considerado um homem de referência na história de Angola.
Já o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, salientou que o mandato do Titular do Poder Executivo “foi exercido com bastante obras realizadas”. “O país está transformado, com uma dinâmica de desenvolvimento bastante positiva, não obstante o momento difícil para a economia de Angola”.