A operadora de televisão por satélite, Zap, também tem quase as mesmas justificações quando ao justificar que a subida se deve a uma estratégia de ajustes dos preços iniciada em Outubro de 2015, com a desvalorização do kwanza, que tem criado dificuldades no pagamento aos seus fornecedores internacionais.
Com a nova tarifa da ZAP, o pacote Mini para 30 dias, que custava dois mil e 200 kwanzas, desde o dia 1 de Setembro passou a custar kz 3.035. Já o Max, que custava kz 4.400, depois das duas actualizações passou para 6.070. O pacote Premium, que estava no valor de kz 8.800 passou para 12.140.
A Tvcabo por sua vez, argumentou que a subida dos seus preços é automática à medida que os pacotes das operadoras DSTV e Zap aumentam, por seus serviços dependerem da compra dos canais nas referidas operadoras.
“A nossa empresa tem contrato com as operadoras DSTV e ZAP e se eles sobem os preços, nós automaticamente temos de fazer o reajuste”, disse o gerente de uma das agências que na ocasião não se quis identificar.
Questionado sobre se o momento seria oportuno para o referido ajuste, o gerente disse estar preocupado, e afirma que os clientes já estão a reclamar e alguns inclusive pretendem desistir do contrato, pois já consideram os pacotes bastante caros.
Actualmente com os recentes ajustes de 25 por cento o pacote mais barato do tarifário da TVCabo, dstv grande custa kz 5.200, e o mais caro(DStv bué +DStv Indiam), custa 12.500.

Braço de ferro termina com “consensos”

Em Fevereiro deste ano, mesmo com o alerta do INACOM, a operadora Zap não recuou na sua decisão, e decidiu efectuar a actualização do preço dos seus pacotes, para 40 por cento. A verdade é que volvidos 6 meses o total dos ajustes dos pacotes subiram apenas com uma redução de 2,0 por cento dos 40 impostos anteriormente pela Zap.
A medida que na altura tinha sido condenada pelo INACOM, chegando na ocasião a aplicar uma multa à empresa Finistar, que detém a marca Zap em Angola, e foram obrigados a restituir aos clientes afectados a diferença do valor cobrado a mais” no período compreendido entre 26 de Fevereiro e 31 de Maio de 2019.
O referido aumento também tinha sido condenada pela Associação Angolana do Direito do Consumidor (AADIC), que considerou o aumento da tarifa como uma violação dos direitos dos consumidores e desrespeito às associações que lidam directamente com os clientes.

Telefone móvel
Se no caso das operadoras de Tv a subida é assumida, o mesmo não acontece com as empresas de telefonia móvel, Unitel e Movicel, e afirmam que as operadoras de telefonia não pretendem alterar o custo da UTT nos próximos tempos.
Ultimamente, a clientela das redes de telefones têm constatado que os saldos não demoram o que conota um aumento no preço da UTT
A justificação, segundo um gerente de um dos bancos, é que a duração dos planos é consequência da forma de uso de cada cliente, “e obviamente se não poupar, o saldo poderá acabar antes do prazo previsto”
“Os clientes têm de saber que devem efectivar o carregamento do plano atempadamente, para acumular o saldo, caso contrário, findo o prazo é cortado na sua totalidade”, disse.