A distribuição orçamental, em 2019, deu prioridades, em termos de programas, a “Construção e Reabilitação de Infraestruturas Rodoviárias” com 1,47 por cento do bolo, equivalentes a 166.471.265.245,00 (cento e sessenta e seis mil milhões, quatrocentos e setenta e um milhões, duzentos e sessenta e cinco mil e duzentos e quarenta e cinco kwanzas).
Foi no quadro do sector da Construção e Obras Públicas que se elaborou o Plano de Salvação de Estradas. Através deste, foram reabilitados 935 quilómetros da rede primária de estradas, 160 da rede secundária e 40 da rede de vias urbanas asfaltadas, e reabilitadas 28 pontes rodoviárias.
Foram, de entre outras, reabilitadas as vias secundárias da cidade do Kuito, capital da província do Bié, numa extensão de 12 quilómetros; a EN120 no troço Alto Dondo/Wako Kungo/Ponte do rio Keve e o lote 2; a EN 230 no troço Lucala/Malanje/Saurimo; a EN160 no troço Mussolo/Dumba/Cabango; concluída a estrada Luanda-Soyo numa extensão de 96,9 quilómetros; a EN100 no troço Cabo Ledo-Lobito; a EN 120 do Alto Dondo ao desvio da Munenga; a estrada Alto Dondo-Canda no troço São Pedro da Quilenda/Alto Dondo e a estrada Gabela-Quilenda, com previsão de ligar à EN 120 no Quizoe.
O resultado efectivo desta opção do Executivo foi de, efectivamente, reduzir-se o tempo de viagem nas diversas estradas nacionais com realce às EN 100 Luanda - Cuanza Sul - Benguela; EN 120 Luanda - Cuanza Norte - Cuanza Sul - Huambo; EN230 Luanda - Cuanza Norte - Malanje.
Com as estradas, os produtos nacionais saídos dos campos do interior chegam mais rápido à capital Luanda e outros mercados de elevado consumo.
Aliás, nesta semana, num encontro que abordou o Prodesi e os incentivos aos produtores nacionais, o secretário de Estado da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, explicou que as importações dos 54 produtos eleitos pelo programa como estratégicos caíram em 50 por cento. Tal resultado, segundo disse, incentiva os produtores, poupa cambiais ao país e faz subir a capacidade nacional de exportação.