O novo Executivo angolano tomou posse no sábado (30 de Setembro) no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, e, à margem do acto, os titulares dos departamentos ministeriais mostraram, com base no discurso orientador do Chefe de Estado, João Manuel Gonçalves Lourenço, as principais linhas com que hão de trabalhar, tendo em vista o alcance dos melhores resultados e de uma maior eficiência do Estado.
O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que substitui no cargo Gorges Rebelo Chicoty e de quem foi secretário de Estado, durante anos, disse que a diplomacia económica vai ser uma frente do seu consulado.
Para tal, deverá priorizar a aproximação aos países referenciados pelo Presidente da República no discurso de tomada de posse. Por outro lado, vai usar, igualmente, as experiências de Angola e a sua estratégia de não-ingerência para solidificar as acções que até aqui têm propiciado bons resultados em África e no mundo em geral.
O JE na sua página de estreia do espaço em que vai dialogar com os cidadãos, dando voz às suas perspectivas e preocupações, traz as opiniões de estudantes de relações internacionais da Universidade Lusíadas de Angola, em Luanda, sobre a visão destes no que diz respeito aos desafios da diplomacia económica.
Em linhas curtas e sob uma dimensão de “críticas & elogios”, os nossos entrevistados são de parecer que há, pela frente, novas oportunidades de afirmação internacional e, sobretudo, ao nível do continente africano. Aqui, acreditam que Angola deverá trabalhar para equiparar-se aos gigantes económicos, nomeadamente a África do Sul, a Nigéria, o Ghana e mais recentemente as Ilhas Maurícias, este último um país da região da SADC que tem implementado com bastante sucesso programas de revitalização da sua estrutura económica.
É convicção dos estudantes do ramo da ciência que rege a acção da diplomacia - Relações Internacionais que para melhorar a nossa imagem a nível exterior seja preciso primeiro a criação de condições internas.
Consideram fundamental que se demonstre mais organização e credibilidade, para facilitar o trabalho das nossas representações diplomáticas na atracção de investidores.