O grau de implementação dos programas de combate à fome e à pobreza, bem como o de habitação estiveram em avaliação num encontro mantido esta semana, em Luanda, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, com os governadores provinciais.

Segundo o comunicado de imprensa, foi ainda analisado o programa executivo de expansão das infra-estruturas do comércio, que visa ampliar e modernizar as condições logísticas, de forma a aumentar a cobertura nacional da rede comercial e apoiar o investimento privado no alargamento do sistema grossista e retalhista.

O documento indica que foram apresentados os subprogramas de combate à fome e à pobreza ligados ao eixo de transferência social produtiva, que inclui ecovilas, centros integrados de micro-processamento de alimentos (CIMPA), bem como a implementação de uma modalidade de crédito de ajuda para o trabalho.

O titular do Poder Executivo e os governadores provinciais inteiraram-se, no quadro do programa nacional de habitação, do estado de construção de oitenta mil casas, sob responsabilidade da Sonip, dos projectos habitacionais CIF, que prevê cinco mil e 800 fogos, do Kora-Angola de quarenta mil residências, bem como das 200 outras casas por município, num total de 26 mil, em 130 circunscrições.
Relativamente a este programa, de acordo com o comunicado de imprensa, foram identificados constrangimentos e recomendadas medidas para a sua resolução, nomeadamente no domínio da aceleração do ritmo de construção de infra-estruturas externas e equipamentos sociais, assim como de estabelecimento de um preço de aquisição que corresponda à capacidade de pagamento da maior parte da população, na modalidade de renda resolúvel.

Com efeito, a ministra do Comércio, Rosa Pacavira, anunciou que o preço das casas sociais erguidas pelo Executivo angolano, será quatro milhões de kwanzas.

Rosa Pacavira fez saber a existência de um programa denominado “ajuda para o trabalho”, que vai beneficiar a população de outros rendimentos como o “Aldeamento que Kuia”, uma média de 100 casas, estufas agrícolas, aviários comunitários , escolas, redes de salgas, centros integrados de micro-processamento de alimentos, o Papagro, cartão que kuia, para levantamento de compras da cesta básica, e telemóvel que kuia, da rede Unitel.

“Estamos a dar o suporte para que a população trabalhe e durante o ano este cartão que kuia estará em posse das populações dos “aldeamentos que kuia”, esclareceu a titular da pasta do Comércio.

Os governadores provinciais congratularam-se com o grau de implementação dos programas nacionais de habitação e de combate à fome e à pobreza, à luz das orientações do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, para acelerar a respectiva materialização.

As opiniões foram expressas no final de uma reunião que o Chefe de Estado angolano manteve, no Palácio Presidencial, com os dignitários provinciais, dedicada a avaliar o grau de implementação dos programas do Executivo, destinados ao combate à fome e à pobreza, bem como de construção habitacional no país.

Segundo o governador do Huambo, Kundi Paihama, o encontro foi importante para todo o país, pois serviu para o Presidente da República transmitir orientações precisas para resolução dos constrangimentos que afectam a implementação destes programas.
Higino Carneiro, do Kuando- -Kubango, sublinhou que os problemas são comuns e estamos satisfeitos com a implementação dos programas, desde 2013 até ao primeiro trimestre deste ano.

Adiantou que relativamente à habitação há alguma preocupação com as novas centralidades, mas foram dadas instruções para que possam ser concluídas, tal como o programado.

Higino Carneiro revelou ainda ter-se constatado que o programa de construção dos 200 fogos, por municípios, já foi desdobrado para as comunas e os resultados são satisfatórios.

Por seu turno, Henriques Júnior, do Kwanza-Norte, considerou que as acções, no quadro dos programas de combate à fome e à pobreza, foram cumpridas na generalidade, dentro da perspectiva traçada, havendo, este ano, melhores condições para prosseguir.
O governador do Zaire, Joanes André, realçou, na sua circunscrição, a materialização de iniciativas de “elevado” impacto no domínio da saúde, da educação, de abastecimento de água, além de estar em vista o relançamento das aldeias rurais e o subprograma de apoio aos camponeses.

Álvaro Boavida Neto, do Bié, comentou que o encontro teve uma incidência positiva sobre a província, por estar prevista a criação do primeiro aldeiamento, designado “Que Kuia”, em benefícip da população local.