A maior bolsa de negócios da região Sul de Angola, Expo-Huíla, que decorre de 14 a 18, na cidade do Lubango, prevê realizar negócios estimados em 250 milhões de kwanzas por via da indústria produtora de material de construção civil, concessionárias de viaturas e outros expositores ligados aos diversos sectores de importância económica.

A fábrica de produtos calcários Leba, a Emanha, a Nova Gingeira e a Omatapalo expõem na feira material de construção produzidos na província da Huíla com realce para blocos, cubos de granitos, tijolos, ladrilhos e outros produtos.

Num universo de 240 empresas participantes, a Expo-Huíla decorre num ambiente de festa, pois ontem foi o dia da cidade, marcado pela procissão à Senhora do Monte pelos cristãos e curiosos.

A realização desta feira, com carácter internacional, constitui uma oportunidade de emprego para muitos jovens, embora para tempo determinado, dada a natureza destes eventos.

Mas estes prometem e dão o melhor de si para que quem procurar os seus serviços e precisar de informações obtenha um tratamento que se ajuste à grandeza da festa, não fosse a inovação na apresentação dos stands feita por uma empresa nacional especializada na montagem de recintos para exposição.

Por volta das 10 horas da manhã, hora da abertura das portas,  os visitantes, em número considerável, fazem-se ao interior do recinto onde encontram motivos vários que acabam por os prender ate às 22 horas. Estima-se que cerca de 30 mil pessoas entre nacionais e estrangeiras visitem a Expo-Huíla, até à altura do seu encerramento.

O presidente da Associação Agro-pecuária Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), António de Lemos,  reconhece a qualidade atingida pela Expo-Huíla que, para ele, “é motivo de orgulho para todos os envolvidos, a julgar pela grandeza conquistada”.

As feiras, considerou, trazem mais protagonismo no que se refere às realizações empresariais. Para ele, o trabalho, com este tipo de certame, visa igualmente incentivar as empresas locais e não só e torná-las cada vez mais competitivas.  

Mas o propósito é fazer cada vez mais e, se nesta vigésima primeira edição, cujo lema é “ uma aposta na produção nacional”, o gráfico da aceitação superou a anterior, a tendência é mesmo subir sempre e proporcionar mais possibilidades negociais e até de emprego.

Vontade parece existir e trabalho também, o receio coloca-se a nível dos apoios económicos, pelo que não faltaram os apelos oficiais para que se  criem condições para tornar material o intercâmbio entre os empresários da Huíla e de outras províncias. Nesta edição, à guisa de paradigma, participam as províncias de Benguela, Luanda, Malanje, Uíje, Huambo e Namibe.

A julgar pelo aumento do número de expositores, nacionais e estrangeiros, António de Lemos, entende mesmo que o espaço actual de 3.500 metros quadrados já é insuficiente para atender a demanda actual, facto que qualificou de constrangedor. Apela a que se pense no assunto e se parta para um recinto maior, com oferta para todos os interessados.

Por sua vez, o governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, mostrou-se satisfeito e disse que a realização das Festas de Nossa Senhora do Monte proporciona grandes oportunidades. A preocupação de ter-se um espaço maior mereceu a atenção do chefe do governo huilano que, num exercício notável, apelou aos associados no sentido de indicar-se um espaço apropriado para infra-estruturas e criar-se condições para o atendimento da preocupação.

Mas o governador não ficou por este desafio, pois considerou ser necessário encontrar-se novos espaços para albergar as actividades da Feira Agro-pecuária da Huíla e dos 200 km da Huíla. No seu entender, o crescimento que a província atingiu deve merecer novas respostas em termos de infra-estruturas e serviços.

Um a parte, para reforçar que a intenção de se ver um espaço para os 200 quilómetros da Huíla, prova que encerra as festas da cidade, é oportuna, pois um lugar com mais segurança evita a repetição da mais recente prova realizada em Benguela em que o despiste de uma viatura enlutou a cidade.

Operadora inova serviços
A operadora de telefonia móvel Unitel está a demonstrar um conjunto de serviços inovadores na Expo-Huíla 2013, com realce para as novas aplicações que consistem em quatro soluções para Android e iOS (Apple), desenvolvidas em parceria com a Sapo Angola.

As aplicações são a Unitel Notícias, que permitem ao cliente estar sempre a par da actualidade informativa, com acesso às capas dos principais jornais e revistas nacionais e internacionais, Unitel Economia, com notícias sobre o sector e uma área de câmbios com um conversor das diferentes moedas.

Consta ainda Unitel Desporto, que disponibiliza notícias, calendários de jogos, classificação e fotos do Girabola, das ligas dos campeões, da Europa, espanhola e inglesa, bem como do Mundial 2014, além de ter informação sobre basquetebol, andebol e hóquei.

A Unitel Música, uma aplicação que disponibiliza informação e vídeo-clipes sobre os artistas angolanos do momento, numa parceria com o canal AfroMusic. Durante o certame, a operadora fará a demonstração dos serviços Blackberry e do recém-lançado Portal de Conteúdos.

Um outro tópico que será explicado pelos profissionais da Unitel relaciona-se com os tarifários de dados da operadora e quais as melhores formas de os clientes os utilizarem, aumentando os níveis de poupança.

Emanha aumenta produção
Os passos iniciais para transformar e polir o granito “bruto”, dando deste modo um novo figurino às obras de construção civil em vários pontos do país e da província da Huíla em particular, têm o mérito da Emanha, uma indústria que inscreveu o seu nome no mundo das obras.

A produção da fábrica está acima de 80 mil metros cúbicos por ano.  O tipo de ladrilho produzido é o granito preto, castanho, cinzento, rosa-lucira e outros. Asseguram o funcionamento da empresa 70 trabalhadores e prevê-se aumentar o número com o arranque da linha de exploração de calcários em Benguela.

Os ladrilhos da Emanha são comercializados em todas as províncias. Luanda é o maior mercado. Foi programado para esta edição da Expo-Huíla o estabelecimento de novos contactos e outras surpresas.

Queijos N´tandavala
Produzido pela Ntandavala que funciona nas imediações do bairro da Mapunda, para o seu funcionamento, foram gastos cento e cinquenta milhões de kwanzas que foram empregues na aquisição, montagem de equipamento, assim como na formação do pessoal. Hoje, a produzir com regularidade.