Davos é a comuna Suíça que uma vez ao ano se confunde com a capital Genebra. Lá estão, neste momento, 70 chefes de Estado e de Governo e cerca de três mil participantes ao Fórum Económico Mundial.

Angola, representada pelo Presidente da República, João Lourenço, esteve em Davos para manter a aproximação aos decisores económicos mundiais e das instituições credoras.
O primeiro sinal da cruzada de conquista de financiamentos e investidores para o actual desenho económico que Angola projecta foi dado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
A directora-geral, Christine Lagarde, foi recebida à margem do Fórum económico pelo Presidente João Lourenço, tendo manifestado a completa disponibilidade do fundo em entrar em acção quando Luanda acenar com luz verde.
Para o Fundo Monetário, de acordo com as Agências de Notícias presentes em Davos, o actual momento económico e as reformas profundas a que Angola se compromete levar a cabo são sinais de abertura.
Christine Lagarde fez recurso a sua página no Twitter para expressar a boa vontade que se viu no encontro com João Lourenço.
Reiterou “o compromisso do Fundo em trabalhar com as autoridades angolanas para garantir que a economia consiga altas taxas de sustentabilidade e crescimento inclusivo para reduzir a pobreza”.
O econiomista angolano Filomeno Vieira Lopes disse a este respeito que a recuperação económica que Angola vive, nalgum período, não conseguiu absorver o desemprego para níveis satisfatórios. Daí que o FMI reconheça a existência de condições para intervir na economia angolana.
Filomeno Vieira Lopes diz ainda que Angola pecisa vencer internamente a inflação, o desemprego e défice orçamental e no capítulo externo a sua balança de pagamentos. Ainda assim, sabe, e como o FMI, que Angola apresenta ligeiro crescimento, embora não se sabe ao certo se no sector petrolífero ou no não petrtolífero.
Sobre Davos, pensa que apesar de ser um fórum importante, os grandes problemas actuais da humanidade não são propriamente de carater económico. A economia mundial – Angola em contramão – até vai continuar a crescer os seus 4%, enquanto a população cresce menos. Há economia para todos! O grande problema de facto é a desigualdade ao nível global, entre países riquíssimos e outros altamente empobrecidos, e a nível local onde a disparidade entre as classes é claramente desumana e reina o sistema depredador.
Disse que Davos, ao centralizar-se na economia, acaba por não ver o prevalecente aspecto social, provocado pela economia e a perspectiva anti-humanista, que coloca na vergonha as lideranças mundiais. São incapazes de encontrar equilíbrios que se traduzam na felicidade dos povos.