Para este quinquénio, o Executivo angolano prevê intensificar a produção agrícola, com realce para acções que visam contribuir para a segurança alimentar da população. O que se quer é que se conjugue esforços com a sociedade civil e o sector privado para propor estratégias que viabilizem o alcance de níveis satisfatórios. O plano estratégico compromete-se a atingir a meta de uma produção anual que saia dos actuais dois milhões de toneladas de cereias, nomeadamente o arroz, milho, trigo, massambala e massango, para cinco milhões. Estes pressupostos serão fundamentais para o desenvolvimento sustentável do país. Na sua estratégia de dinamizar os clusters da cadeia produtiva, Angola pretende reduzir a importação de milho na próxima década, de modo a valorizar mais a produção interna e incentivar o consumo. À semelhança do que acontece com a produção em grande escala do ovo nacional, o mesmo poderá acontecer com o milho até atingir a auto-suficiência alimentar, referiu o responsável no encontro provincial de auscultação, no âmbito do projecto integrado de desenvolvimento do comércio rural. O propósito é tornar o país num exportador deste cereal, em consonância com o nível de produção interna.

Metas a alcançar
No ano agrícola 2018/2019, a produção de cereais (milho, massambala, massango e arroz), Angola previa um registo no aumento expressivo de 2,5 milhões de toneladas para os três milhões, 128 mil e 432, uma subida de 628 mil e 432 toneladas em relação a 2017/2018. O sector projectou a colheita de 11 milhões, 130 mil e 449 toneladas de raízes e tubérculos (um aumento de 130 mil e 449 toneladas), quatro milhões, 102 mil e 343 toneladas de frutas, um milhão, 937 mil e 852 toneladas de hortícolas e 802 mil 202 toneladas de leguminosas (feijão), com vista ao crescimento da produção interna e à melhoria da dieta alimentar das famílias.
Para o alcance destas metas, o Ministério da Agricultura e Florestas previa preparar mais de cinco milhões de hectares (14 por cento das terras aráveis do país), dos quais 30 mil serião corrigidos com calcário dolomítico (substância que serve para corrigir a acidez dos solos), estando disponíveis 52 mil toneladas deste produto para este fim. Dos cinco milhões de hectares que estavam disponíveis maioritariamente para a agricultura familiar, três milhões, 668 mil e 803 (correspondente a 72 por cento) estão a ser preparados de forma manual, um milhão, 273 mil e 890 (25 por cento) por tracção animal e 152 mil e 867 hectares (3 por cento) mecanizados.
O ano agrícola 2018/2019 abrangeria dois milhões 846 mil e 912 famílias, e o sector previa disponibilizar 30 mil toneladas de fertilizantes compostos e simples, sementes, calcário dolomítico, 50 mil unidades de charruas de tracção animal, enxadas, catanas, limas, machados e assistência técnica para um milhão 309 mil e 580 famílias.

* Com Agência