Um grupo de investidores indianos está empenhado em desenvolver acções que visam a reactivação, em breve, a exploração dos jazigos de ferro e cobre, do complexo mineiro de Chamutete, município da Jamba, situado 325 quilómetros a Leste da cidade do Lubango. O representante dos investidores indianos em Angola, Ragendra Karanth, que confirmou o facto ao JE, disse que está em curso, neste momento, o processo de legalização da empresa, com vista a obtenção do respectivo Título de concessão e exploração. “Assim que tivermos concluído o processo de legalização passaremos imediatamente à fase de implantação dos estaleiros, montagem dos equipamentos já adquiridos, recrutamento de pessoal administrativo e mineiros entre outras acções relevantes para arrancar”, disse.

Projecções
As nossas projecções, argumentou, estão centradas na extracção do ferro, cobre, manganês e fosfato, abundantes na província da Huíla, sendo que os dados preliminares das cartas geológicas disponíveis indicam haver quantidades consideráveis destes minérios e com qualidade aceitável no mercado mundial. Informou que um geólogo auxiliado por outros técnicos já está a proceder estudos mais actualizados nas zonas seleccionadas, para se obterem dados fiáveis e com mais pormenores sobre a quantidade e a qualidade de minérios existentes, assim como equipará-los às exigências do mercado internacional. Ragendra Karanth não adiantou o valor a ser investido na empreitada, mas assegurou que “haja um financiamento alto disponível, onde acima de três postos de trabalho vão ser criados, com prioridade aos jovens formados em Geologia e Minas do Instituto Superior Politécnico da Huíla”. Considerou as obras recentes que requalificaram o Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) como uma mais-valia para o transporte seguro dos minérios para o Porto Comercial do Namibe, também com perspectivas de ser reestruturado para estar adaptado ao embarque ou desembarque de qualquer tipo de mercadoria. Enalteceu a realização da 1ª Conferência e Exposição Internacional de Rochas Ornamentais da Huíla, por dar a oportunidade ao grupo indiano de ter um conhecimento credível da realidade da Huíla, apurar as várias qualidades de rochas exploradas e outros minérios por se explorar. Ragendra Karanth que elogiou a iniciativa do Estado angolano em abrir o mercado ao investimento estrangeiro, sublinhou que o grupo empresarial indiano já actua em vários países africanos, nomeadamente Zimbabwe, Zâmbia entre outros, contribuindo para o crescimento económico.

História do minério
O complexo mineiro de Cassinga é um conjunto de minas de ferro e ouro em operação desde a década de 1950. As principais jazidas formadoras estão na Jamba, Cassinga Norte, e Chamutete, Cassinga Sul, havendo ainda as minas de Cateruca. Os acessos são feitos pela EN-120 e pelo Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM),com o Ramal Jamba-Chamutete. Está é de resto a zona mineira mais rica do país.Estanislau Costa na Huíla Um grupo de investidores indianos está empenhado em desenvolver acções que visam a reactivação, em breve, a exploração dos jazigos de ferro e cobre, do complexo mineiro de Chamutete, município da Jamba, situado 325 quilómetros a Leste da cidade do Lubango. O representante dos investidores indianos em Angola, Ragendra Karanth, que confirmou o facto ao JE, disse que está em curso, neste momento, o processo de legalização da empresa, com vista a obtenção do respectivo Título de concessão e exploração. “Assim que tivermos concluído o processo de legalização passaremos imediatamente à fase de implantação dos estaleiros, montagem dos equipamentos já adquiridos, recrutamento de pessoal administrativo e mineiros entre outras acções relevantes
para arrancar”, disse.

Projecções
As nossas projecções, argumentou, estão centradas na extracção do ferro, cobre, manganês e fosfato, abundantes na província da Huíla, sendo que os dados preliminares das cartas geológicas disponíveis indicam haver quantidades consideráveis destes minérios e com qualidade aceitável  no mercado mundial. Informou que um geólogo auxiliado por outros técnicos já está a proceder estudos mais actualizados nas zonas seleccionadas, para se obterem dados fiáveis e com mais pormenores sobre a quantidade e a qualidade de minérios existentes, assim como equipará-los às exigências do mercado internacional. Ragendra Karanth não adiantou o valor a ser investido na empreitada, mas assegurou que “haja um financiamento alto disponível, onde acima de três postos de trabalho vão ser criados, com prioridade aos jovens formados em Geologia e Minas do Instituto Superior Politécnico da Huíla”. Considerou as obras recentes que requalificaram o Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) como uma mais-valia para o transporte seguro dos minérios para o Porto Comercial do Namibe, também com perspectivas de ser reestruturado para estar adaptado ao embarque ou desembarque de qualquer tipo de mercadoria. Enalteceu a realização da 1ª Conferência e Exposição Internacional de Rochas Ornamentais da Huíla, por dar a oportunidade ao grupo indiano de ter um conhecimento credível da realidade da Huíla, apurar as várias qualidades de rochas exploradas e outros minérios por se explorar. Ragendra Karanth que elogiou a iniciativa do Estado angolano em abrir o mercado ao investimento estrangeiro, sublinhou que o grupo empresarial indiano já actua em vários países africanos, nomeadamente Zimbabwe, Zâmbia entre outros, contribuindo para o crescimento económico.
 
História do minério
O complexo mineiro de Cassinga é um conjunto de minas de ferro e ouro em operação desde a década de 1950. As principais jazidas formadoras estão na Jamba, Cassinga Norte, e Chamutete, Cassinga Sul, havendo ainda as minas de Cateruca. Os acessos são feitos pela EN-120 e pelo Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM),com o Ramal Jamba-Chamutete. Está é de resto a zona mineira mais rica do país.