O Presidente da República, João Lourenço, chega hoje ao Lubango para, amanhã, presidir ao acto central das comemorações do quadragésimo segundo aniversário da Independência Nacional, que vai decorrer sob o lema “Unidos por uma Angola democrática una e indivisível”.
De acordo com a agenda, no Lubango, João Lourenço vai inaugurar ainda hoje uma nova captação de água potável para servir os consumidores da localidade de Calumue, cerca de cinco quilómetros da capital huilana.
O projecto, cujas obras começaram em Março de 2013, teve um financiamento conjunto do Governo e do Banco Mundial, tendo orçado em oito milhões de dólares norte-americanos e está integrado no Programa de Desenvolvimento Institucional para melhoria do abastecimento da água à população (PDISA I), conforme disse à Angop, o director provincial da Energia e Águas, Abel João da Costa.
Entretanto, segundo o director provincial da Edições Novembro, Estanislau Costa, já credenciado para acompanhar a visita presidencial, a cidade do Lubango está engalanada com as cores nacionais: vermelha, preta e amarela e o ambiente é de festa. O movimento de viaturas processa-se um pouco mais do que é o comum, embora dos céus se observam sinais que pronunciam momentos de chuva. Mas a vontade de acompanhar a visita presidencial sobrepõe-se aos desejos de “São Pedro”. Dos demais municípios começam a chegar pessoas ávidas em ver o Presidente e com certeza ansiosas em aguardá-lo na berma da estrada onde a caravana vai passar.
Segundo Estanislau Costa, os membros do governo local apressam-se para receber, como bons anfitriãos, o Chefe de Estado que, pela primeira vez, se desloca à Huíla na condição de Alto Mandatário do país. A última vez que esteve na cidade do Lubango foi na qualidade de candidato a presidente da República pelo seu partido MPLA, vencedor das últimas eleições gerais realizadas em Angola, a 23 de Agosto de 2017. João Lourenço esteve na quarta-feira última em Cabinda, onde orientou a reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros. Soube-se que o Presidente não terá saído muito satisfeito de Cabinda, onde até passou uma noite. Deixou recomendações e garantiu apoio do Executivo ao governador e demais autoridades locais para vencer a “batalha do desenvolvimento” em Cabinda.
Pelos pronunciamentos do vigário-geral da diocese de Cabinda, padre Francisco Nionge, há mesmo muito trabalho por se fazer nesta região para deixar a população satisfeita e justificar as promessas eleitorais, como fez lembrar o padre a João Lourenço, que se mostrou sensibilizado. Aliás, a sua atitude de contribuir nas soluções fala por si. A pergunta que fica no ar: como será com a Huíla? Entretanto, amanhã todos os caminhos vão dar à Matala, onde a festa da Dipanda vai envolver todo a Nação.

Por dentro do município
Matala situa-se a cerca de 180 quilómetros da cidade do Lubango. Está situada ao longo do rio Cunene, a uma altitude de aproximadamente 1.300 metros acima do nível do mar. A barragem da Matala, concluída em 1954, fica localizada nesse ponto ao longo do rio. Com mais de 243.000 habitantes, é limitada ao Norte pelo município de Chicomba, a Leste pelo município da Jamba , a Sul pelos municípios de Ombadja e Cahama e a Oeste pelos municípios dos Gambos, Quipungo e Caluquembe.
É o segundo maior ponto de comércio depois do Lubango e a sua população dedica parte da a sua actividade quotidiana no campo e na pastorícia. Os seus principais pólos comerciais são: Praça Grande, Camúcua, Cabungula e muitos outros pontos clandestinos espalhados pelo interior.
A principal indústria da Matala é a produção hidroelétrica realizada na barragem da Matala que fica situada na confluência do Rio Cunene, na extremidade do Alto Cunene, ficando a cerca de 225 quilómetros a jusante da barragem do Gove. Foi a primeira grande estrutura a ser concluída na bacia em 1954. Foi sujeita a obras de renovação no início de 2001 que terminaram em Março de 2015, aumentando a capacidade de produção de energia de 42 megawatts para 48 megawatts.
Em relação ao transporte, Já foi remodelada a linha férrea que liga as províncias de Namibe – Huíla – Cuando-Cubango, passando pela sede municipal, garantindo a circulação de mercadorias e bens dos municípios e comunas.
Os municípios ficaram congratulados pelo gesto que o governo fez, depois desta mesma via estar interrompida havia mais de 3 décadas e meia. As estradas ganharam um tapete asfáltico - a chamada estrada 180, o que veio a possibilitar ainda mais a transacção de pessoas e bens. Diariamente centenas de viaturas incluindo as pesadas circulam nesta via.
Sendo um município rodeado por várias tribos, este detém a língua Nhaneka-Humbi como língua principal. Neste mesmo ponto encontram-se várias línguas trazidas por indivíduos oriundos de outros pontos do país como Umbundo, Nganguela, Nhemba, Kwanhama e não só.
O município apresenta um clima tropical quente, com temperatura média anual de 28ºC (máxima) e 24ºC (mínima), na época chuvosa. E 18ºC (mínima) e 20ºC (máxima), no cacimbo.
Conta com duas cadeias de rádios: Rádio 2000 e Rádio Huíla - Posto fixo de Matala e o sinal da Tpa também é uma realidade. Obviamente que os produtos da Edições Novembro são igualmente lidos na Matala e outros títulos privados. A população tem assim garantida os meios que a permitam diversificar os seus conhecimentos por via da informação sobre o país e o mundo.