O investimento na inovação tecnológica deve ser aposta do Estado e dos operadores do sector das rochas ornamentais para assegurar a melhoria substancial da qualidade do material produzido, defendeu o director geral do centro tecnológico de
Espanha, Javier Fernandes. O especialista espanhol foi prelector do tema o “tratamento moderno para a melhoria e aplicação das rochas ornamentais”,durante a conferência internacional que congregou especialistas nacionais e estrangeiros com o objectivo de buscar soluções adequadas para a rentabilização da actividade em Angola. Javier Fernandes sugeriu a aposta na tecnologia moderna de extracção, corte, lapidação e polimento como forma de agregar valor ao granito angolano, tendo em vista a elevação da qualidade e do rendimento e a elaboração de novos produtos derivados das rochas. A experiência, ressaltou, comprova que as rochas apresentam 30 por cento de ruptura que pode ser reduzida a cinco com aplicação de tecnologias sofisticadas e de alto rendimento. Afirmou que nenhum país produtor de rochas ornamentais conseguiu dinamizar este mercado sem apostar na inovação tecnológica. “É sempre fundamental investir mais nos equipamentos tecnológicos modernos. No mercado ou no sector da indústria do sector das rochas é fundamental incorporar a inovação como elementos diários e constantes das políticas empresariais”, disse.

Experiência de Espanha
Referiu que a experiência da Espanha neste sentido foi investir em centros tecnológicos que proporcionaram uma transformação na mudança da mentalidade dos empresários para aderirem à inovação como forma de sobrevivência, crescimento da base de clientes e expansão para os mercados mais atractivos. Disse também, que uma das soluções tecnológicas a custos modestos é a aplicação de equipamentos de micro ondas para o reforço de rochas ornamentais. Com esta tecnologia, disse, é possível automatizar as linhas de produção e gerar uma velocidade, incluindo no processode lapidação e polimento.

Rochas são bem referenciadas

O especialista espanhol afirmou que as rochas ornamentais angolanas são referências no mercado internacional. O director do Centro Tecnológico de Espanha é da opinião que o país deve apostar na produção de forma sustentável uma quantidade ideia de metros cúbicos que permita um volume de negócios mais ajustados potencial existente. “O potencial de Angola é muito grande, mas é preciso mais pesquisas e exploração. O futuro das rochas ornamentais é enorme”, considerou, antes de reconhecer o esforço do governo na materialização do plano nacional de geologia (Planageo) que abrange a elaboração de mapas cartográficas geológicas.
“O Planageo é um passo importante para conhecer depois definir uma estratégia de apoios ao empresariado nacional para realizar mais investimento exploração, fabricação, lapidação e polimento deste recurso ao nível local e impulsionar a exportação do material acabado”, argumentou. O JE soube do gerente único do UTE, Francisco Cuervo Ania, que o centro tecnológico do Lubango está quase concluído.