A Nova Família do Kwanza já pode ser emitida, após autorização, ontem, da Assembleia Nacional ao Banco Nacional de Angola. Na casa das leis, o governador José de Lima Massano disse que passados sete anos da entrada em circulação da família do kwanza denominada “ série 2012”, actualmente em circulação, torna-se oportuno proceder a introdução de uma nova família considerando a necessidade de incorporar nas notas os desenvolvimentos que têm vindo a ser efectuados principalmente no que diz respeito à durabilidade e segurança das notas. “A técnica de produção tem registado avanços assinaláveis sendo um dos mais relevantes a substituição do substrato algodão também conhecido como papel, pelo polímero (plástico)”, disse. Segundo José de Lima Massano, estas notas, devido a sua natureza não poroza e não fibrosa e o seu revestimento com verniz transparente, torna-se siginficativamente mais resistentes que as notas de papel no manuseamento , sujidade, mancha e humidade resultando no prolongamento da sua vida útil. As novas notas são mais seguras porque o material permite concluir melhores características de segurança dificultando assim a sua falsificação. Pela sua durabilidade e pelo processo de destruição e reciclagem tem um custo e empacto ambiental menor que as notas de papel. As experiências de países que adoptaram as notas de polímero apontam para a duração média quatro vezes superior ao papel . Em África, países como Botsuana, Cabo Verde, Egipto, Marrocos, Moçambique e São Tomé e Príncipe fizeram com sucesso esta opção. Em Angola, as condições de utilização das notas e o facto de existirem algumas zonas do país sem delegações do BNA ou sem presença ainda da rede comercial bancária dificulta a recolha e substituição mais frequente de notas em mau estado de conservação e sem condições de circulação, pelo que a durabilidade das notas é muito relevante.

Banco Central retira 30 milhões
e notas de circulação todos os anos

Os custos actuais com a produção e circulação das notas de kwanzas não são desprezíveis. em média são retiradas em circulação e destruídas cerca de 300 milhões de notas ano, com custos que rondam os 15 mil milhões de kwanzas cerca de 30 milhões de dólares em cada exercício económico.
No mês passado , o BNA possuía um stock de cerca de 320 milhões de notas aptas para entrada em circulação. quantidade equivalente ao consumo anual. Isso impõe o inicio de um novo ciclo de produção de notas ou seja momento oportuno para que se dê curso à mudança pretendida com benefícios a nível de custos associados.
Conforme o procedimento adoptado com a série 2012 as notas de kwanzas serão introduzidas progressivamente e na mesma proporção de retirada de circulação das notas da actual família contendo-se deste modo qualquer sustentação de ajustamento em alta de preços na economia.
O governador do BNA esclareceu que a denominação de kz 10.000,00 apenas será emitida caso as condições de economia o justificarem. A Lei que autorizou o BNA a emitir a actual família de kwanza também prevê essa denominação   que, entretanto, nunca foi emitida por não se mostrar necessária. A proposta de Lei  aprovada ontem mantém essa mesma disposição. Com as novas notas de kwanzas, o BNA procura enaltecer os 45 anos de independência como povo e nação. A fotografia do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto é o rosto de destaque e comum a todas as denominações. A bandeira nacional o elemento de fundo da nova família de notas de kwanzas , e a insígnia da república está igualmente incorporada na sua versão brasão. o Hino Nacional está reflectido na integra em micro texto.
O BNA independentemente da entra ou não de uma nova família tem encargos anuais com saneamento do meio circulante e com a manutenção de notas que circulam na nossa economia.

AGT arrecada kz 5 mil milhões este ano na Lunda Sul
A Administração Geral Tributária (AGT) arrecadou, de Janeiro a presente data, mais de cinco mil milhões de kwanzas, na província da Lunda Sul, resultantes do pagamento de impostos diversos, soube a Angop, esta quinta-feira, junto da instituição. Em concreto, segundo o director em exercício da 7ª Região Tributária da AGT, Siro Pereira, as receitas arrecadadas atingiram a soma de cinco mil milhões, 96 milhões, 449 mil e 123 kwanzas. A mesma fonte precisou que, comparativamente ao período homólogo de 2018, registou-se um aumento de receita na ordem de 13,89 por cento, o que corresponde a 621 milhões, 429 mil e 16 kwanzas. O responsável acrescentou ainda que a AGT arrecadou ainda em multas aplicadas a infractores 36 milhões, 545 mil e 15 kwanzas, montante repartido em 35 milhões, 916 mil e 771 kwanzas de multas fiscais e 628 mil 244 kwanzas aduaneiras. Quanto à expansão dos serviços da AGT, Siro Pereira, disse que em função da nova conjuntura económica do país não há recursos suficientes para implementação destes serviços nos municípios de Cacolo, Dala e Muconda, mas existem projectos para instalação de postos fiscais nestas localidades, de forma a minimizar os constrangimentos que os contribuintes têm enfrentado. Sem avançar número de técnicos necessários para corresponder à demanda, fez saber que o actual quadro de funcionários é exíguo para darem respostas às exigências dos serviços dos contribuintes e utentes, mas têm contado com o apoio incondicional dos efectivos da Polícia Fiscal.