Na manhã de Domingo, 30, a Baía de Luanda fervilhava. Famílias ou simples casais ávidos por encontrar mais um produto ou serviço novo no último dia da Feira Internacional de Luanda/2017, na sua 33ª Edição, marcavam passos apressados. Tal era a fila de carros à entrada do parqueamento de 500 kwanzas/hora que outros mais corajosos decidiram estacionar do lado oposto, ao largo do baleizão, iniciando mesmo desde as imediações do Banco de Comércio e Indústria (BCI).
No interior do espaço de 16 mil metros quadrados concebidos pela organização, onde mais de 230 expositores nacionais e estrangeiros estiveram em montra, a dança tradicional e o inusitado kuduro da nova vaga também disputavam a atenção dos visitantes.

Balanço

O programa de balanço concretizou no sábado à noite a gala de entrega dos leões de ouro aos melhores. Coube a petrolífera Sonangol a distinção de melhor participação de 2017, além de ter sido também a melhor presença no ramo dos serviços petrolíferos.
Já a Administração Geral Tributária (AGT), com a sua equipa de jovens bastante interactiva, convencia os contribuintes sobre a mais-valia de emitirem o seu cartão vitalício em modelo pvc, substituindo a actual impressão em papel A4, que vai, contudo, continuar a ser feita nas repartições fiscais. Era só preciso desembolsar 500 kwanzas e o Bilhete de Identidade ou o número deste para que se imprimisse a segunda via de quem já possuisse o Número de Identificação Fiscal (NIF). Também eram emitidos em primeira via, para quem o requisitasse. Estava justificada a atribuição à AGT do diploma de mérito de melhor entidade pública na área de serviços e de melhor activação de marca da edição 2017 da maior bolsa de negócios de Angola.
Engana-se quem pensar que por se tratar de Domingo estavam todos os chefes no “banzelo” (expresão kimbundu para traduzir o estado de descanso ou relaxamento).
O presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), Leonildo Ceitas, estava lá, descontraído e em conversas de atender preocupações de consumidores, mas também de responder aos desafios lançados pelo Governo. Juntou-se à equipa de expositores desta entidade, que na feira aproveitou apresentar ao público o projecto “Gravítica” para Luanda com previsão de arranque em 2018. A Epal foi quem venceu o prémio de melhor participação no sector da energia e águas.
Ainda no sector das águas, as prestadoras de serviço estiveram na Filda. Uma delas foi a Gota Pura que levou à exposição os filtros de tratamento domiciliar de água. Os serviços, com baixa de preços em até 50 por cento, rondavam dos 160 aos 320 mil kwanzas em função da capacidade da estação de filtragem escolhida e com a possibilidade de pagamento parcelado.

Outras premiações

De acordo com a Agência Angolana de Notícias (ANGOP), que cobriu a cerimónia de outorga de distinções, das 21 categorias premiadas, Portugal, através da Associação das Empresas Portuguesas (AEP), foi a vencedora da categoria de melhor representação internacional.
A empresa Automatriz venceu o prémio de melhor participação de máquinas e equipamentos.
Na categoria de melhor participação bancária, o prémio foi atribuído ao Banco de Poupança e Crédito (BPC). No sector dos transportes e logística foi distinguido o Porto de Luanda. Na categoria de produtos inovadores destacou-se o banco BAI (BAI Directo). Na área da saúde foi vencedor o Centro de Fisioterapia “Ana Carolina”. A Unitel arrebatou o prémio tecnologias de informação. Na área da indústria transformadora foi distinguida a ADA. Os prémios das categorias de melhor participação de serviços e materiais de construção civil, bebidas, alimentação e comércio foram atribuídos às empresas Fabrimetal, Cuca, Kikovo e ao supermercado Candando, respectivamente.
As outras categorias foram atribuídas à Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), que venceu o prémio de melhor participação de serviços, a Ensa (na categoria de seguros), Anglobal (na área de prestação de serviço, banca e Tic) e a Hull Blyth (na área da educação, formação e consultoria), respectivamente.
A 33ª edição da Filda, organizada pelo Ministério da Economia e a Eventos Arena, decorreu sob o lema “Diversificar a economia e potenciar a produção nacional, visando uma Angola auto-suficiente e exportadora”. A ocasião serviu também para lançar já a edição 2018, que deve acontecer de 18 a 22 de Julho.