A origem dos recursos que permitem a actuação dos grupos terroristas não é proveniente exclusivamente
da lavagem de dinheiro.
Estimativas do Banco Mundial mostram que, de maneira permanente, circulam nos mercados económicos internacionais entre 600 e 700 biliões de dólares provenientes do narcotráfico em busca de legalização com o agravante de que parte desses recursos está destinado a financiar grupos terroristas na África e no Oriente Médio.
Bechara e Manzano (2009, p.176) esclarecem que entre as fontes para o financiamento do terrorismo estão actividades criminosas, doações e contribuições de caridade, negócios legítimos ou quase legítimos e o patrocínio de Estados ou governos. Ainda, segundo os autores, há basicamente duas fontes primárias, uma interna e a outra externa.
No âmbito interno ou doméstico, assemelha-se ao método utilizado pelas máfias e organizações criminosas transnacionais. Esses recursos são gerados a partir da tributação compulsória da população e de empresas, resgates pagos em sequestros de pessoas e embarcações e lucros obtidos no comércio e do tráfico de drogas, como a venda de ópio no Afeganistão, que sustenta os talibãs situação que acarreta maior dificuldade para a detecção uma vez que o dinheiro circula em espécie. Schmid (2007) acrescenta, ainda, contribuições voluntárias de particulares simpatizantes, de comunidades migrantes em diáspora e de organizações sociais e religiosas, nesse último caso, destinados à filantropia.
Externamente, são obtidos por doações de Estados apoiadores com interesses políticos e económicos, de simpatizantes, membros da comunidade ou expatriados. Uma prática tradicional entre os grupos é a transferência de dinheiro entre si, especialmente, quando as linhas de financiamento são detectadas e cortadas pelas agências de inteligência financeira e outros órgãos internacionais.