O reforço da divulgação da oferta do sector junto dos potenciais promotores e utilizadores, a exploração das plataformas regionais continentes e internacionais e de integração para a política social, económica foi um dos pontos defendido pela recente confertência sobre o sector. Tais medidas visam a promoção e geração de oportunidades de negócio com foco nas exportações e consequente desenvolvimento socioeconómico. No domínio da captação e atracção de investimentos, os participantes defenderam a articulação interministerial para a intensificação da diplomacia e economia no sentido de tornar célere os processo e procedimentos relativos ao investimento mineiro quer estrangeiro como nacional. Os participantes consideram importante a existência de um associativismo forte e coeso em defesa do interesse das classes. Aprofundamento das relações com as instituições financeiras do país para maior aproveitamento dos produtos financeiros disponíveis para o apoio ao sector mineiro.

Cartas geológicas respondem aos padrões internacionais

As cartas geológicas apresentadas em várias escalas ao Instituto Nacional de Geologias de Angola estão dentro dos padrões internacionais de qualidade, porque espelharam o panorama de recursos potenciais para orientar homens de negócios nacionais e estrangeiros interessados em explorar o potencial existente. O geólogo da União Temporária de Empresas (UTE), José Rodrigues, disse que o trabalho realizado e que resultou na elaboração de mapas geológicos focou o aprofundamento do estudo geológico do país.  Referiu que a existência de mapas geológicos é um dos critérios dos parâmetros do grau de desenvolvimento do país da Unesco. A UTE está encarregue de elaborar os mapas ou cartográficas geológicas de Angola e outros estudos complementares.
“O país está em condições de dizer temos um documento cartográfico com qualidade internacional garantida que pode ser utilizado por grandes empresas internacionais “junior e senior” de prospecção mineira. Temos mapas geológicos de qualidade”,
José Rodrigues disse que a UTE já entregou as versões provisórias à escala 250 mil, numa altura em que decorre a finalização das de 50 mil. Esclareceu que os mapas geológicos não servem para descobrir a existência ou não de minérios no solo ou nos subsolos. referiu que estes documentos são ferramentas básicas necessárias para as actividades a jusante como prospecção detalhada das substâncias. O geólogo afirmou que as cartografias geológicas podem indicar a potencialidade e possibilidade de existência. Acrescentou que com estes documentos é possível atrair investimentos nacionais e estrangeiros de companhias de prospecção mineira, porque indicam os tipos de rochas que afloram à superfície e terrenos. O UTE elaborou também mapas geofísicos que indicam algumas anomalias que devem ser investigadas numa fase a posterior. Os mapas geológicos entregues aos Estado já indicam seguramente os grandes conjuntos geológicos, os tipos de rochas as estruturas existentes nas províncias da Huíla, Namibe, Benguela, Cunene e parte Sul do Cuando Cubango e parte do Bié. “Os mapas são praticamente definitivos. Já são ferramentas utilizáveis, porque estamos dependentes de estudos complementares. Quando tivermos análises químicas de rochas fazemos com relativa rapidez a edição definitiva. Os que entregamos já são documento muito avançados”, disse. O gerente único da União Temporária de empresas, consórcio criado à luz do Plano Nacional de Geologia (Planageo), Francisco Cuervo Ania, disse que o trabalho decorre para a produção de mapas gelógicos de pequenas áreas sobre zonas favoráveis para rochas ornamentais.
“Os mapas servem de elementos de trabalho para os investidores poderem eleger as zonas mais interessantes. Os mapeamentos geológicos a escalas de 250 mil, 50 mil são úteis. As cartas geológicas são instrumentos fundamentais quer para a procura de recursos, ordenamento e gestão territorial”. O geólogo José Rodrigues disse que a cartografia geológica ajuda a responde uma das grandes questões na pesquisa de recursos que se suporta na existência de determinado recurso ? A resposta a esta questão é a definição de critérios como localização, dimensão e concertação. “Só depois disso é que se segue a actividade económica. Os diversos promotores económicos públicos e privados, nacionais e estrangeiros podem aproveitar de forma completa o mais possível a documentação técnica entregue”, disse.