A cidade de Luanda vai dispor nos próximos tempos, de uma rede de transporte colectivo urbano denominado Metro de Superfície que começa a ser construído a partir deste ano. O projecto consta das prioridades do Executivo angolano e visa conferir maior mobilidade e descongestionamento à cidadade capital, como um dos ganhos da cooperção entre Angola e o Governo da Alemanha. A linha do Metro de Superfície terá uma extensão de 149 quilómetros, cobrindo os eixos principais de Luanda, isto é, do Porto de Luanda a Cacuaco, Avenida Fidel Castro-Benfica, Porto de Luanda- Largo da Independência e Cidade do Kilamba-Largo da Independência. O metro está avaliado em três mil milhões de dólares, onde Angola terá uma participação na ordem dos 30 por cento, cabendo o restante a outra parte interessada no projecto. A reportagem do JE constactou que de uma forma geral os cidadãos apoiam o projecto e acreditam que o novo meio de transporte vai facilitar a livre circulação de pessoas e bens. As opiniões foram unânimes em afirmar que apesar de o país não estar a viver um momento favorável em termos financeiros, é altura de adptar-se as novas tendências mundias em termos de mobilidade urbana. Para Carlos Joaquim, contabilista, o novo transporte é uma mais-valia para a população, tendo referido que é um meio de transporte rápido e albergará muita gente que trabalha no centro urbano da cidade. Questionado sobre o momento oportuno para a construção de uma infra-estrutura desta envergadura, realçou que “não se trata de ser um momento oportuno ou não, mas as coisas devem acontecer quando surge a oportunidade”. “Mas também já esta mais do que na hora. Há muitos anos que o país é independente e temos de nos actualizar mesmo em termos de tecnologias porque estamos já com alguns atrasos”, afirmou. Para o contabilista Bartolomeu Bunga a concretização deste projecto será um beneficio para a população. Acrescentou que vai reduzir as dificuldades de locomoção e congestionamento que a província enfrenta. “É um meio de transporte que bem implementado dará maior dinamismo também ao processo de diversificação da economia”, sublinhou. Bartolomeu Bunga entende também que as interligações que compreende a extensão do Metro de Superfície vai permitir que as pessoas possam chegar num curto espaço de tempo aos seus destinos.

Melhoria no trânsito
A ajudante de despachante Adélia Guimarães lembrou que o projecto é antigo e sente-se satisfeita pelo facto de ver sinais do projecto a ser concretizado.
“O engarrafamento em Luanda é péssimo e essa acção vai diminuir o desgaste físico e mental da população que cedo madruga cedo para estar no local de trabalho”, afirmou.
Andreia Vela diz que não sabia da implementação do metro, mas acredita que a ser verdade é uma boa iniciativa, acrescentando que a capital está a precisar de transportes públicos.
“Entendo que o país tem outras prioridades, mas a efectivação deste empreendimento de grande importância é um ganho”, sustentou.
O técnico de compras, Lino Pedro, acredita que o projecto é interessante. Assegura que mesmo com a circulação de autocarros e comboios o segmento de transportes no país ainda é deficitário.
“Não existe o momento oportuno para as coisas de forma definida. A qualquer momento em função das necessidades devemos construir a julgar que o metro é mais rápido e vai facilitar a mobilidade das pessoas”, declarou.
Já Cremilda Pereira conta que sempre viajou para outros países onde o Metro de Superfície é uma realidade.
Por isso, considera que este meio de transporte dará algum conforto e vai melhorar a mobilidade nas zonas comerciais, centralidades e outras zonas da província de Luanda.