A agência de notação financeira Moody’s disse, esta semana, que a dívida pública de Angola deve atingir um pico de 104% do PIB este ano, antevendo um regresso ao crescimento em 2020, com uma expansão de 1,5%.
Num recente relatório de análise da economia de Angola, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, a agência de ‘rating’ escreve que “o perfil de crédito de Angola é limitado por uma deterioração significativa das métricas da dívida nos últimos anos, com a dívida a dever atingir um pico de 104% do PIB este ano”.
No relatório, a Moody’s diz que “a combinação dos preços do petróleo mais elevados desde 2018 e uma forte depreciação da moeda nacional nos últimos dois anos resultou num excedente orçamental”, de 2,8% este ano, que tem sido usado “em parte para reduzir o stock da dívida, o que faz diminuir os riscos de liquidez do Governo”.
No final de setembro, o stock de dívida rondava os 68 mil milhões de dólares (61,3 mil milhões de euros), o que compara com os 70 e 74 mil milhões de dólares (63,1 e 66,6 mil milhões de euros) no final dos anos de 2018 e 2017, respectivamente, diz a Moody’s, apontando que “como o Governo deve usar algum do excedente orçamental para pagar a dívida, o valor nominal em dólares deve continuar o seu lento declínio”.
No entanto, acrescentam, “a depreciação do kwanza vai afectar significativamente o rácio da dívida sobre o PIB, já que cerca de 80% da dívida é detida em moeda estrangeira”, o que fará o rácio subir de 81% no final de 2018 para 104% este ano.
A Moody’s classifica o ‘rating’ de Angola em B3, abaixo da recomendação de investimento, mantendo uma perspetiva de evolução estável desde o ano passado.

Banco Económico

A Moody’s, agência internacional de rating financeiro, acaba de anunciar a manutenção da classificação de rating do Banco Económico em moeda estrangeira (ForeignCurrency) em Caa1 e a alteração da cotação atribuída no segundo trimestre de 2019, que em moeda nacional (Long TermDeposit Rating/Local Currency)passa de B3 para Caa1.
A manutenção do rating atribuído ao Banco em moeda estrangeira, é considerada por João Quintas, presidente da Comissão Executiva do Banco Económico, como “um factor positivo, tendo em conta o ambiente macro-económico que o país enfrenta e também um indicador que não deixará de motivar a Comissão Executiva a manter o trabalho em curso, que visa garantir a sustentabilidade do Banco, a médio e longo prazos, mantendo um perfil de risco prudente e moderado, na sua governação corporativa”.