Em Agosto, os 400 autocarros que se encontravam estacionados no Porto do Lobito, em Benguela, começaram a ser distribuídos para as 18 províncias para transporte público, de acordo com as necessidades de cada uma.
As províncias com défice de transportes públicos vão merecer um tratamento especial, olhando para aquelas províncias e municípios onde existe maior necessidade de meios rolantes.
Com a entrada em funcionamento da nova frota de autocarros, idosos, estudantes, antigos combatentes e deficientes
vão ter um passe social.
Em fase de implementação está o sistema de bilhete electrónico e de monitoramento nos meios de transporte dos principais operadores de transporte público.

Tráfego internacional


No domínio ferroviário, foi reiniciado o tráfego internacional de mercadorias e de passageiros com o primeiro comboio turístico proveniente do Índico, de Dar-es-Salam na Tanzânia para o Lobito.
Foi concluída a duplicação da linha do Caminho-de-ferro de Luanda, no troço de 36 quilómetros entre o Bungo e a Baia e foi construído o ramal ferroviário do terminal mineiro do porto do Lobito.
No que diz respeito à aviação civil, está em fase de conclusão o trabalho da equipa multidisciplinar criada para rever o plano de construção do novo aeroporto internacional de Luanda, prevendo-se o reiníciodas obras ainda este ano.
Foi feita a abertura da Taag ao capital privado, com a sua transformação em sociedade anónima e reformulado o modelo de gestão dos aeroportos e serviços de navegação aérea, com a cisão da Ennana-EP em duas empresas, a Enana para a navegação aérea, e a SGA, para a gestão de aeroportos.
Foi também criada a Autoridade Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos.
No domínio marítimo e portuário, foi concluída a segunda fase da reabilitação do porto do Namibe e assinado um contrato entre os Governos de Angola e do Japão para o projecto integrado de desenvolvimento da baía do Namibe.
No Soyo, está em vias de conclusão a construção e apetrechamento do terminalfluvial de passageiros.
Foram reduzidas em 50 por cento as comissões de participação cobradas pelo Conselho Nacional de Carregadores nos processos de importação e reduzida em 15 a taxa de utilização do porto cobrada pela carga de exportação. Ficou isento o pagamento de qualquer taxa ou comissão pela emissão do certificado de embarque no processo de exportação.
Estão a ser revistos os termos contratuais da concessão atribuída ao ente privado Caio Porto-SA para a construção do porto de águas profundas de Cabinda, devendo o estatuto de autoridade portuária ser devolvido, conforme a lei, à Empresa Portuária de Cabinda. Estão criadas as condições técnicas e financeiras para se reiniciarem os trabalhos de construção dessa obra.