O OGE de 2020 disponibiliza para a província de Luanda um valor de kz 467,73 mil milhões (2,93 %), pouco mais de mil milhões de dólares, os quais deverão ser destinados para a Educação e a Saúde, como prioridades, além de atender a outros desafios da governação. De acordo com informações colhidas, a província que é também a maior contribuinte fiscal, aumentou, este ano, a sua arrecadação tributária em mais de 20 por cento e está a criar condições para uma subida mais significativa na receita tributária depositada na Conta Única do Tesouro. Tratando-se da província com maior representatividade bancária, o governo da província pretende que os vários programas de crédito reflictam-se na vida dos empresários e ajudem na geração de emprego de qualidade aos jovens. Até Dezembro do ano passado, Luanda detinha 1.093 balcões do total de 2.026 que a banca nacional reportou à Associação Angolana de Bancos (ABANC). Esta semana, o governador Sérgio Luther Rescova disse ainda, durante a visita de dois dias que realizou à província o Presidente da República, que os cerca de 15 mil alunos admitidos no sistema escolar em 2019 deram um forte impulso ao programa de escolarização, mas ainda está-se longe de concretizar a meta de plena inclusão. Segundo fez saber, em Luanda, estão 704 mil crianças, fora do sistema de ensino, uma situação que coloca o sector da educação na agenda de prioridades da governação. Desde logo, a construção de escolas, e a admissão de professores para preenchimento de vagas a abrir com as escolas a inaugurar, devem ser tarefas que Luanda conta com a intervenção do Titular do Poder Executivo. Rescova agradeceu a atenção à província de Luanda que tem sido dispensada pelo Poder central, mas não deixou de enumerar uma série de constrangimentos, os quais impedem a celeridade na resolução de determinados problemas na capital.

Transportes estratégicos
A acção estratégica do Governo da Província de Luanda levará a que 220 autocarros iniciem, em 2020, operações para gerar mobilidade fácil na capital. Ainda no domínio dos transportes, em Março deste ano, foi dito que Luanda precisa de uma frota operacional de 1.800 autocarros, que correspondem a 2,3 veículos para cada 10 mil habitantes, para que se melhore a mobilidade urbana em transportes rodoviários urbanos de passageiros. O processo passa ainda pela criação de 105 linhas de autocarros com extensão de 3.309 quilómetros (km), o aumento da velocidade comercial média superior a 16 km/h. Apontou-se que tais dados resultaram de vários estudos elaborados por especialistas do ramo, face à implementação do Programa de Desenvolvimento do Governo de Luanda (PDGL). O estudo realizado em 2015 propõe que, do ponto de vista da rede de infra-estruturas viárias, sejam efectivados mais de 398 km de vias expressas primárias, das quais cerca de 250 km seriam novas conexões e 148 km de actualização das estradas existentes. A proposta indicou ainda que eram precisos 1.048 km de uma rede de estradas secundárias. Está igualmente prevista a construção de 759 km de novas estradas e 1.211 km de estradas terciárias, em todos os municípios da capital angolana. O projecto inclui também a implementação de um sistema interligado de gestão de estacionamento. Actualmente, a cidade de Luanda tem perto de oito milhões de habitantes, sendo que ainda tem uma rede de transportes colectivos urbanos muito aquém das suas necessidades, do ponto de vista da frota disponível e dos sistemas complementares de mobilidade urbana.