Os participantes da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, em Nairobi (Quénia), não esconderam a sua satisfação em relação às experiências colhidas ao longo do certame. Para o director do Instituto Nacional de Estatística, Camilo Ceita, a conferência teve quase nove (9) mil participantes com horizontes muito diferentes, mas todos com o mesmo objectivo. Permitiu os participantes progredir os compromissos assumidos, quer pelos governos, sociedade civil, quer da academia e sector privado aquando da primeira conferência realizada há 25 anos no Cairo (Egipto).
De acordo com o director do INE, as questões sobre população e desenvolvimento são cruciais, pois, têm na sua génese as pessoas para as quais todas as políticas devem ser dirigidas. Na população, encontra-se grupos alvos mais frágeis devido à sua natureza, referindo-se a jovens mulheres ou jovens, as mulheres em particular que são alvo das atenções da Agência das Nações Unidas para a População, que é a grande impulsionadora destas questões sobre População e Desenvolvimento.
As estatísticas têm um papel vital desde que elas representem a situação do país. Camilo Ceita disse que a estatística é uma ciência, e como tal, ela tem que ser vista como suporte a planificação e ajuda à decisão. Mas, para tal, ela tem que ser transparente e pertinente. Em relação à taxa de crescimento da população angolana é bastante elevada. Ela é superior a três por cento (3%) ao ano. Isto advém do estágio que estamos em termos de transição demográfica. Tem-se a taxa de mortalidade infantil que está a decrescer.
Para a directora de projectos da “PSI Angola”, Eva Sofia, a conferência permitiu trocar experiências em relação ao planeamento familiar e aguçar a visão em relação às outras realidades.
De acordo com a directora de programas da “PSI Angola”, precisa-se de um mundo onde o parto não constitui a sentença de morte para mulher.
Já o secretário-geral da “Afryang Angola”, Marlon Joaquim, a sua principal aposta vai ser o aconselhamento dos jovens para o empreendedorismo. No seu entender, o empreendedorismo constitui uma oportunidade ímpar para os jovens dar respostas às suas necessidades. Na agenda da sua organização que dirige, vai integrar igualmente a orientação dos jovens para adoptar uma atitude positiva diante das doenças sexualmente transmissíveis, pois, podem travar o desenvolvimento de um país se não forem controladas.