Os órgãos da administração local vão responder por 68 por cento (1.156 projectos) da programação, enquanto os outros 32 (544) serão da responsabilidade central.
O PIIM inicial previa 236 acções nos sectores da Saúde, Educação, Construção e Obras Públicas, Infra-estruturas administrativas, estradas energia e águas, segurança e ordem pública, urbanismo, saneamento básico, nos 164
municípios do país.
O valor total do PIIM é dois mil milhões de dólares, provenientes do Fundo Soberano. Este plano congrega necessidades e iniciativas dos municípios ajustadas às prioridades locais e aos anseios da população.
Na 8.ª reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros, realizada esta semana, o Governo reafirmou os 1.700 projectos identificados no PIIM e comprometeu-se com as prioridades que abarcam os sectores da Construção Civil, Educação, Saúde, Administração, assim como ligeiras acções nos sectores dos Transportes, Energia e Água.
A meta é disponibilizar quatro mil salas de aulas, por todo o país, assim como construir, reabilitar e apetrechar mais unidades sanitárias. Em simultâneo, prevê-se a construção de oito edifícios para o funcionamento das autarquias locais, 500 escolas primárias e 36 complexos administrativos.
Por exemplo, o montante global do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) no Namibe é de kz 21 057 milhões, envolvendo 46 projectos a executar neste e no próximo ano, anunciou a directora do Gabinete de Estudos Planeamento e Estatística (GEPE) do Governo Provincial.
A província da Huíla vai executar, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção Municipal (PIIM), 179 projectos nos domínios da Saúde, Educação, Energia e Águas, Infra-estruturas Rodoviárias, entre outros, orçados em
kz 41 mil mi-lhões.
O município do Huambo, com cerca de 843 mil habitantes, tem previstas no PIIM a requalificação do sistema de água e a construção de uma central térmica na comuna da Calima, reabilitação de 20 pontos de abastecimento de água que estão fora de serviço em diversas áreas do município, bem como a construção de oito salas de aula.
No município do Uíge a prioridade recai para a melhoria do saneamento básico, construção de escolas, expansão da rede de distribuição de água potável, energia eléctrica, bem como a melhoria das vias de acesso.
Recentemente, A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou que a canalização de dois mil milhões de dólares do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) para financiar o desenvolvimento dos municípios é uma decisão sensata, mas alerta para as dificuldades de
fazer investimentos.